terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Evans, Bill Evans... ;)















Seleção do programa resume carreira do pianista Bill Evans

Com Vinicius Mesquita
http://services.radio.uol.com.br/#/programa/uol-that-jazz/edicao/9639261

Bill Evans foi um dos mais influentes pianistas entre o final dos anos 1950 e a metade dos anos 1970. Após ter participado da gravação de "Kind Of Blue", de Miles Davis, álbum fundamental do cool jazz, Evans tornou-se um dos improvisadores referenciais de sua época e exemplo a ser seguido. Neste programa, o UOL That Jazz mostra alguns trabalhos notáveis da carreira de Evans pós-Miles, entre dezembro de 1959 até sua morte, em 1980, aos 51 anos.

A música "Some Day My Prince Will Come" (Larry Morey e Frank Churchill) pertence ao disco "Portrait in Jazz", gravado em 1959 ao lado dos companheiros mais relevantes de sua vida, o baixista Scott LaFaro e o baterista Paul Motian. Depois, vem a clássica "Waltz For Debby" (Bill Evans), do álbum homônimo, gravado em 1961 com o mesmo trio.
Músicas que fazem parte dessa edição:

1. "Some Day My Prince Will Come" - Bill Evans (Morey/Churchill)
2. "Waltz For Debby" - Bill Evans (Bill Evans)
3. "Alice in Wonderland" - Bill Evans (Hilliard/Fain)
4. "Since We Met" - Bill Evans (Bill Evans)
5. "Round Midnight" - Bill Evans (Monk/Williams)
6. "Emily" - Bill Evans (Mandel/Mercer)
7. "Romain" - Bill Evans e Jim Hall (Jim Hall)
8. "What Are You Doing The Rest of Your Life" - Bill Evans (Michel Legrand)
9. "Waltz for Debby" - Bill Evans e Tony Bennett - (Bill Evans)
10. "Them From M.A.S.H." - Bill Evans (Johnny Mandel)

Evans tinha a enorme facilidade em transformar temas pueris e monótonas em músicas complexas e belas. "Alice in Wonderland" (Bob Hilliard e Sammy Fain), composição encomendada para produção da Disney, ganhou novas cores, em 1961, durante show ao vivo registrado no disco "Sunday At The Village Vanguard". Em outra apresentação ao vivo no Village Vanguard, em Nova York, boate preferida de Evans, o pianista mostra sua composição "Since We Met", em 1974, com Eddie Gomez no baixo e Marty Morell na bateria.

Durante as incursões solitárias ao piano, Evans gostava de transfigurar clássicos do jazz e do cancioneiro popular Americano. No programa, trazemos "Round Midnight" (Thelonius Monk e Cootie Williams), gravado em 1963 no disco "Conversations With My Self" e "Emily" (Johnny Mandel e Johnny Mercer), registrado quatro anos depois em um segundo capítulo solo: "Further Conversations With My Self".

Na seqüência, algumas curiosidades, experiências e duetos de Evans. A faixa "Romain" (Jim Hall), do álbum "Undercurrent", gravado em 1962, foi executada com o apoio do guitarrista Jim Hall. Em 1969, conduzindo um piano elétrico Fender Rhodes, Evans grava "What Are You Doing The Rest of Your Life" (Michel Legrand) no disco "From The Left to Right".

A peça assinatura "Waltz for Debby" também ganhou letra para a interpretação vocal de Tony Bennett em disco lançado em 1975. A versão para "Theme From M.A.S.H." (Johnny Mandel) está no álbum "You Must Believe in Spring", gravado em 1977, mas lançado em 1981, um ano após a morte de Eva


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Bill Evans
Informação geral
Nome completoWilliam John Evans
Nascimento16 de Agosto de 1929
OrigemPlainfield (Nova Jérsei)
PaísEUA
Data de morte15 de setembro de1980 (51 anos)
Gênero(s)Jazzmodal jazzhard bop,Terceira correnteCool Jazz
Instrumento(s)Piano
Outras ocupaçõesPianistacompositorarranjador
Gravadora(s)Riverside Records
Verve Records
Fantasy Records
Afiliação(ões)George Russell
Miles Davis
Cannonball Adderley
Philly Joe Jones
Scott LaFaro
Paul Motian
Eddie Gomez
Marty Morell




























William "Bill" John Evans
(Plainfield16 de agosto de 1929 — Nova Iorque15 de setembro de 1980) foi um pianista americano, considerado um dos mais importantes músicos de jazz da história, sendo até hoje uma das referências do piano de jazz pós-50.
Seu uso da harmonia impressionista, suas interpretações inventivas do repertório tradicional de jazz e suas linhas melódias sincopadas e polirrítmicas influenciaram toda uma geração de pianistas, incluindo Herbie HancockDenny ZeitlinChick Corea e Keith Jarrett. Seu trabalho continua a influenciar jovens pianistas como Fred HerschEsbjörn SvenssonBill Charlap e Lyle Mays, e músicos que tocam outros instrumentos, como o guitarrista John McLaughlin.

Biografia

Sua mãe era pianista amadora com interesse em compositores clássicos modernos, o que originou sua formação clássica ao piano aos 6 anos de idade. Aprendeu flauta aos 13 anos e também tocava violino.
Nos anos 40, tocou boogie woogie em vários clubes novaiorquinos. Recebeu uma bolsa na Southeastern Louisiana University e se formou em 1950 em piano e ensino de música. Mais tarde, estudou composição naMannes College of Music. Após algum tempo no exército, tocava em vários clubes de dança com clarinetistas e guitarristas de jazz.
Trabalhando em Nova Iorque nos anos 50, Evans ganhou fama como sideman em bandas tradicionais e as chamadas Third Stream.
Durante esta época, ele teve a oportunidade de gravar em vários contextos com alguns dos maiores nomes do jazz, entre eles George RussellCharles MingusOliver Nelson e Art Farmer.
Em 1956 lançou seu álbum de estréia, New Jazz Conceptions, para a Riverside Records, já incluindo aquela que se tornaria a sua mais conhecida composição, "Waltz for Debbie".
Em 1958, Evans era o único músico branco no afamado sexteto de Miles Davis. Apesar da pouca duração ( foram só 8 meses) foi uma das colaborações mais frutíferas da história do jazz. Fruto dessa colaboração é o álbum Kind of Blue(lançado em 1959), do qual participaram também Cannonball Adderley (saxo alto), John Coltrane (saxo tenor), Paul Chambers (baixo) e Jimmy Cobb (bateria). A Kind of Blue é o álbum mais vendido da história do jazz. Evans deixou o sexteto por conta de seu desejo de trabalhar em projetos próprios, pelos problemas com o uso de drogas e conflitos com outros membros da banda.
No começo dos anos 60 Evans liderou um trio com o baixista Scott LaFaro e o baterista Paul Motian, um dos mais aclamados trios de jazz de todos os tempos. Gravaram Portrait in Jazz, (1959), ExplorationsSunday at the Village Vanguard e Waltz for Debby, todos em 1961.
A morte prematura de LaFaro, aos 25 anos de idade, num acidente automobilístico, lançou Evans e Motian numa profunda crise, com uma interrupção no trabalho em trio, da qual começaram a sair com a chegada do contrabaixistaChuck Israels.
Bill tocou também com Jim HallFreddie HubbardStan Getz, com orquestras dirigidas por Claus Ogerman, e com Tony Bennett.
Sua carreira foi encurtada devido a problemas com drogas, que minaram severamente sua saúde; no entanto, Evans conseguiu manter um alto padrão de qualidade musical em sua discografia.
De acordo com o famoso crítico de jazz Joachim E. Berendt, Evans foi o primeiro pianista moderno "modal". Seu fraseado elegante e suas harmonias sofisticadas indicam influências de DebussyRavel e, recuando um pouco no tempo, até mesmo Chopin.
Morreu de insuficiência hepática e hemorragia interna prococadas pelo uso continuado de heroína e cocaína.

Discografia

Riverside Records
United Artists Records
Verve Records
  • Trio '64 (1964)
  • Trio '65 (1965)
  • Bill Evans Trio with Symphony Orchestra (1965)
  • Bill Evans at Town Hall (1966)
  • Intermodulation (com Jim Hall) (1966)
MPS Records
  • Symbiosis (1974)

Ligações externas

Um organista brasileiro: Walter Wanderley

Walter Wanderley

Walter Wanderley (Recife12 de maio de 1932 — San Francisco4 de setembro de 1986) foi um organista brasileiro. Foi casado com a cantora Isaurinha Garcia.
Assim como Lafayette era fantastico na Jovem Guarda, Walter o era no samba, com suas incriveis dissonancias bem no estilo dos antigos organistas profissionais de boates. Já no bolero ele tinha um sonoridade comum.
Já famoso no Brasil no fim dos anos 50, o organista pernambucano Wanderley, influenciado por Tony Bennett, se mudou com seu trio para os Estados Unidos da América em 1966, e lançou seu primeiro single, Samba de Verão (Summer Samba), de Marcos e Paulo Sérgio Valle, alcançando o segundo lugar nas paradas e alcançando a impressionante marca de um milhão de cópias vendidas nos EUA, coisa inacreditavel para um estrangeiro tocando musica estrangeira, sendo os americanos extremamente nacionalistas. Impressiona muito também o fato dele quase nao ser conhecido no Brasil, devido ao estilo elitista de sua musica instrumental.
Walter teve reconhecimento internacional pelo trabalho realizado com a cantora Astrud Gilberto, com a qual dividiu os créditos de A Certain Smile, a Certain Sadness e, daí em diante, consolidou sua carreira no meio jazzístico californiano e americano, algo impressionante entre tantos mestres do gênero.
Morreu de câncer, em setembro de 1986 em San Francisco, EUA.
Walter Wanderley tinha ancestrais de neerlandeses.1

Discografia

  • Festa dançante (1959)
  • Eu, você e Walter Wanderley (1960)
  • Sucessos dançantes em ritmo de romance (1961)
  • Walter Wanderley (1961)
  • Samba é samba com Walter Wanderley (1962)
  • O sucesso é samba (1962)
  • Samba no esquema de Walter Wanderley (1963)
  • Walter Wanderley e o bolero (1963)
  • O samba é mais samba com Walter Wanderley (1963)
  • Órgão, sax e sexy-Walter Wanderley e Portinho (1964)

    Mais?
    Tó: www.radio.uol.com.br/artista/walter-wanderley/63539




  • Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Os nossos novos heróis por Žižek

Os nossos novos heróis

por Žižek


Todos nos lembramos do rosto sorridente do presidente Obama, cheio de esperança e confiança, em sua primeira campanha: “Yes, we can!” — nós podemos nos livrar do cinismo da era Bush e trazer justiça e bem-estar para o povo americano. Agora que os EUA continuam suas operações secretas e expandem sua rede de inteligência e espionagem até mesmo na direção de seus aliados, podemos imaginar manifestantes gritando para Obama: “Como você pode usar os drones para matar? Como você pode espiar nossos aliados?” Obama murmura com um sorriso zombeteiro: “Yes, we can.”
Mas a personalização perde o sentido: a ameaça à liberdade revelada pelos whistleblowers tem raízes mais profundas, sistêmicas. Edward Snowden deve ser defendido não só por que seus atos envergonharam os serviços secretos dos EUA; ele revelou algo que não só os EUA, mas também todos os grandes (e não tão grandes) poderes – da China à Rússia, da Alemanha a Israel – estão fazendo (na medida em que são tecnologicamente capazes de fazê-lo).
Seus atos forneceram uma base factual para as nossas suspeitas de que estamos sendo monitorados e controlados – a lição é global, muito além do padrão americano. Nós realmente não soubemos nada através de Snowden (ou Manning) que já não presumíssemos que fosse verdade. Mas uma coisa é suspeitar de maneira geral, outra é obter dados concretos. É um pouco como saber que um parceiro sexual está traindo você – pode-se aceitar o conhecimento abstrato, mas a dor surge com os detalhes picantes, as fotos do que eles estavam fazendo etc.
Em 1843, o jovem Karl Marx afirmou que o ancien régime da Alemanha “apenas imagina que acredita em si mesmo e exige que o mundo imagine a mesma coisa”. Em tal situação, colocar a culpa em quem está no poder torna-se uma arma. Ou, como Marx continua: “A pressão deve ser mais premente adicionando-lhe a consciência da pressão, a vergonha deve ser mais vergonhosa ao ser divulgada”.
Esta, exatamente, é a nossa situação hoje: estamos diante do cinismo descarado dos representantes da ordem global existente, que só imaginam que acreditam em suas ideias de democracia, direitos humanos etc.
Em seu texto clássico “O que é o Ilusionismo”, Kant contrasta o uso “público” e “privado” da razão — “privado” é, para Kant, a ordem institucional em que vivemos (o nosso estado, nossa nação…), enquanto o “público” é a universalidade transnacional do exercício da razão: “O uso público da razão deve ser sempre livre e só ele pode trazer entendimento entre os homens; o uso privado da razão, por outro lado, pode muitas vezes ser muito limitado, sem particularmente impedir o progresso do entendimento. Por uso público da razão eu me refiro ao que um acadêmico faz perante o público leitor.”
Segundo Kant, o domínio do Estado é “privado” e contido por interesses particulares, enquanto indivíduos que refletem sobre questões gerais usam a razão de forma “pública”. Esta distinção kantiana é especialmente pertinente com a internet e outras novas mídias. Em nossa era da computação em nuvem, não precisamos mais de grandes computadores individuais: softwares e informações são fornecidos sob demanda e os usuários podem acessar as ferramentas ou aplicativos da web através de browsers.
Este maravilhoso novo mundo, no entanto, é apenas um lado da história. Usuários estão acessando programas e arquivos de software que são mantidos longe de salas climatizadas com milhares de computadores.
Para gerenciar uma nuvem é preciso um sistema de monitoramento que controla o seu funcionamento, e este sistema é, por definição, escondido dos usuários. Quanto menor e mais personalizado o item (smartphone) que eu tenho em mãos, e mais fácil de usar, mais sua configuração tem de confiar no trabalho que está sendo feito em outro lugar, num vasto circuito de máquinas que coordena a experiência do usuário. Quanto mais a nossa experiência é espontânea e transparente, mais ela é regulada pela rede invisível controlada por agências estatais e grandes empresas privadas, que seguem suas agendas secretas.
Uma lei secreta, desconhecida dos indivíduos, legitima o despotismo arbitrário daqueles que a exercem, como indicado no título de um recente relatório sobre a China: “Mesmo o que é segredo é um segredo na China.” Intelectuais incômodos que informam sobre a opressão política, catástrofes ecológicas, a pobreza rural etc ficam anos na prisão por trair um segredo de Estado. Como muitas das leis são confidenciais, torna-se difícil para as pessoas saberem como e quando as estão violando.
O que torna o controle de nossas vidas tão perigoso não é o fato de que perdemos nossa privacidade e que todos os nossos segredos íntimos são expostos ao Big Brother. Não existe agência estatal capaz de exercer tal controle – não porque eles não saibam o suficiente, mas porque sabem demais. A quantidade de dados é muito grande, e apesar de todos os programas para a detecção de mensagens suspeitas, os computadores são demasiado estúpidos para interpretar e avaliar corretamente, resultando erros ridículos em que pessoas inocentes são listadas como potenciais terroristas — e isso faz com que o controle estatal das comunicações seja mais perigoso. Sem saber por quê, sem fazer nada ilegal, todos nós podemos ser listados como potenciais terroristas.
Lembre-se da resposta lendária de um editor de um jornal do grupo Hearst à dúvida do dono de por que ele não tirava longas e merecidas férias: “Tenho medo de que se eu sair haverá caos e tudo vai desmoronar – mas eu tenho ainda mais medo de descobrir que, se eu sair, as coisas vão continuar normalmente sem mim, a prova de que eu não sou realmente necessário!” Algo semelhante pode ser dito sobre o controle estatal das nossas comunicações: devemos temer que não temos segredos, que as agências estatais secretas sabem tudo, mas devemos temer ainda mais que elas não consigam se sair bem nessa empreitada.
É por isso que os whistleblowers têm um papel crucial na manutenção da “razão pública”. Assange, Manning, Snowden são os nossos novos herois, casos exemplares da nova ética que convém à nossa era de controle digital. Eles não são mais apenas os denunciantes das práticas ilegais de empresas privadas e autoridades públicas; eles denunciam essas próprias autoridades públicas quando elas se engajam no “uso privado da razão”.
Precisamos de Manning e Snowden na China, na Rússia, em todos os lugares. Há estados muito mais opressivas do que os EUA – apenas imagine o que teria acontecido a alguém como Manning em um tribunal russo ou chinês (provavelmente sem direito a julgamento público). No entanto, não se deve exagerar a suavidade dos EUA: é verdade, os EUA não tratam os prisioneiros com tanta brutalidade como a China ou a Rússia – por causa de sua prioridade tecnológica, os Estados Unidos simplesmente não precisam da abordagem brutal. Nesse sentido, os EUA são ainda mais perigosos do que a China na medida em que suas medidas de controle não são percebidas, enquanto a brutalidade chinesa é exibida abertamente.
Portanto, não é suficiente jogar um Estado contra o outro (como Snowden, que usou a Rússia contra os EUA): precisamos de uma nova rede internacional para organizar a proteção dos denunciantes e a disseminação de sua mensagem. Denunciantes são nossos herois porque eles provam que, se quem está no poder faz o que faz, nós também podemos fazer.
Publicado originalmente no Common Dreams. O autor, o esloveno Slavoj Zizek, é filósofo e teórico crítico, professor da European Graduate School e de insituições americanas como a Universidade de Columbia, e Universidade de Michigan.


Fonte: 
http://www.revistababel.com.br/zizek-os-nossos-novos-herois/

Playlist de Jazz Online

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Miles Davis, Chet Baker, Charlie Parker, Count Basie, Dave Brubeck e outras feras de diversas vertentes do gênero.

http://www.radio.uol.com.br/editorial/jazz?cmpid=clink-rad-pl


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