sábado, 23 de novembro de 2013

BQII - Questionário de BioQuímica

http://docentes.esalq.usp.br/luagallo/questionario.htm

QUESTIONÁRIO 1

ASSUNTO:   CARBODRATOS E LIPIDEOS

1.Defina ligação hemicetal demonstrando um exemplo através de uma cetose e uma aldose (ciclo hexose).

2.Escreva a fórmula cíclica (projeção) dos principais monossacarideos (hexoses). Considere as posições D,L, a e b

3.A molécula de D-b- glicose difere em que de uma molécula de D- a-glucose?

4.Explique resumidamente: (1) Como se faz a numeração da cadeia de um monossacarídeo; (2) Diferencie posição D,L,(+) e (—),
5.Escreva as fórmulas de: sacarose, maltose, lactose e celobiose.

6.O que são ligações glicosídicas dos tipos a ( a 1,4) e a (b 1,4)?

7.Diferencie os polissacarideos amido, glicogênio e celulose quanto às ligações glicosídicas.

Esquematize as três macromoléculas e fale de suas funções.
8.Como se dividem os polissacarideos? Dê exemplos.

9.O que são dextranas, frutanas e hemicelulose?

10.O que são N-glicosideos, o-metílicos, açúcares-alcoóis e amino-açúcares

111. Citar as funções dos lipídeos nos seres vivos.

12.Qual a importância do índice de saponificação e índice de iodo (em relação ao peso molecular e grau de insaturação) nos ácidos graxos , gorduras e óleos.

13.Escreva a relação entre ponto de fusão e solubilidade quanto ao peso molecular, estrutura e grau de insaturação de lipídeos.

14.O que ocorre na rancificação oxidativa? Qual o papel dos antioxidantes? Cite exemplos.

15.Citar as características necessárias para que uma molécula funcione como sabão ou detergente.

16.Quais os componentes estruturais de uma cera e o tipo de ligação entre elas?

17.Que são ácidos graxos saturados, insaturados e poliinsaturados?. Dê exemplos.

18.Quais as funções dos triglicerídeos? Que tipo de ligação existe?

19.Qual a função dos fosfolipideos? Escreva um exemplo, dando sua importância.

20.Testosterona e Progesterona pertencem a que classe de lipideos? Porque?





QUESTIONARIO 2

1.     Escreva as classificações dos aminoácidos de acordo com a cadeia
lateral.
2.    Cite dois exemplos de cada classe
3.    Escrever a reação entre dois aminoacido, identificando a ligação peptidica.
4.    Explicar o que significa ponto isoelétrico de um aminoácido.
5.    Representar a ligação peptidica.
6.    O que vem a ser a estrutura primaria, secundaria, terciária e quaternária de uma proteína?
7.    Citar os tipos de ligação responsáveis pelas estruturas secundaria e terciária da proteína
8.    O que vem a ser desnaturação de uma proteína, e que agentes causam esta desnaturação?
9.    Definir proteína simples e conjugada. De exemplos.
10. O que vem a ser velocidade de uma reação enzimática?
11. Qual a explicação de Michaelis Mentem para o modo de ação de uma enzima?
12. Qual o conceito de”sitio ativo’?
13. Escreva graficamente a comparação entre as energias de ligação de uma reação catalisada e uma reação não catalisada.
14. Que vem a ser inibidor competitivo e não competitivo?
15. O que é uma enzima alosterica?
16. Qual o efeito da temperatura em uma reação enzimática?
17. Qual o efeito do pH em uma reação enzimática?
18. Que é cofator enzimático?
19. O que são coenzimas ? de exemplos.

20. Escreva graficamente a comparação entre as energias de ativação de uma reação catalisada e de uma reação não catalisada.
21. Qual o conceito de “sitio ativo”?
22. Qual o significado da constante de Michaelis e Menten?


QUESTIONARIO 3

1.    O que é glicólise?
2.    Localização celular da glicólise.
3.    Qual a relação entre insulina e glicólise?
4.    A frutose pode ser utilizada na glicõlise?
5.    A aldolase apresenta K-equilibrio 9 x 104. Porém na célula a reação se desloca no sentido da degradação da frutose. Por quê?
6.    Qual o efeito da adrenalina sobre a glicólise?
7.    Explicar o balanço de ATP no processo da glicólise.

8.    Qual a relação entre abate de animais e descanso?

9.    0 que significa formação de ATP a nível de substrato?

10. 0 que é gluconeogênese?
11. Qual a importância da gluconeogenese?

12. Como pode ser utilizada a fermentação alcoólica para a produção de glicerol?
13. Quais as diferenças entre glicólise e fermentação alcoólica?
14. Destacar a importância da nicotinamida (vit. do complexo B) na glicólise.
15.  Qual a importância do ciclo das pentoses?
16. Qual a localização celular do ciclo das pentoses.

17. No que consiste o ciclo das pentoses?

18.  Comparar glicólise com ciclo das pentoses.
19. Destacar a importância de elementos minerais no ciclo das pentoses.

20. Como você pode determinar, na prática, se um tecido está realizando glicólise ou ciclo das pentoses?

21. Porque há necessidade do ciclo de Krebs para a oxidação do acetil-CoA?

22.  Quais os produtos do ciclo de Krebs?

23. Quais são as enzimas regulatórias do ciclo de Krebs?

24. Qual o significado do ciclo de Krebs?

25. Quais os inibidores do ciclo?

26. Que significa cadeia respiratória?

27. Qual a produção de ATP através da oxidação total de uma molécula de glicose?

28. Quais os venenos respiratórios?

29. Que composto é o último aceptor de eletrons na cadeia respiratória?

30. Qual a diferença entre ATP e GTP ?’




QUESTIONARIO 4 (GLICÓLISE, CICLO DE KREBS E CADEIA RESPIRATORIA)

1.    Em que região da célula se processa a glicólise e qual a sua finalidade?
2.    O que vem a ser “balanço de coenzimas” e por que ele é nulo em anaerobiose?
3.    Quais os substratos e os produtos do metabolismo anaeróbico dos carboidratos?
4.    Qual o rendimento energético obtido por uma célula muscular ao degradar anaerobicamente a glicose? Por que este rendimento é superior quando se utiliza glicogênio como substrato? Dados:
ATP                                                  ADP  + Pi;    (AG=-8.000 cal/mol)
C6H1206                                         2C3H603      (AG=-47 .000cal/mol)

5.    O que vem a ser “malte” e qual a sua função na produção de etanol a partir de cereais?
6.    Qual a vantagem do abate de animais descansados à luz do metabolismo anaeróbico nas células musculares?
7.    Em que se fundamenta a conservação de alimentos (coalhadas, iogurtes, ensilagem, picles, etc.) ao se propiciar a fermentação lática?
8.    Quais as funções do Ciclo de Krebs? Onde ele se processa?
9.    1O.Quais as funções da Cadeira Respiratória? Onde ela se processa e
por que a mesma está acoplada ao Ciclo de Krebs?
10. Qual a diferença entre “veneno respiratório” e “desacoplador da fosforilaçâo oxidativa”?
11. Qual a diferença entre “fosforilação oxidativa” e “fosforilação ao nível de substrato”? Qual a mais significativa em condições de aerobiose, por que?
12. Qual o rendimento energético obtido por uma célula ao oxidar completamente a molécula de glicose? Quantos ATPs são produzidos pela fosforilação oxidativa e quantos pela fosforilação ao nível de substrato? Dados:

       C6H1206                                                 C02 + H2O ; (D G°=-686.000 cal/moI)

13. Quantos ATPs são produzidos pela combustão biológica completa do acetil-CoA, piruvato, lactato e etanol?
14. Qual a vantagem da membrana interna da mitocôndria se apresentar enrugada?
15. Como se explica a ação tóxica do flúor acetato (principio tóxico de algumas plantas) sobre o Ciclo de Krebs?
16. Como se explica a ação tóxica do cianeto na Cadeia Respiratória?



QUESTIONÁRIO 5: VIA PENTOSE FOSFATO, METABOLISMO DOS
TRIGLICERIDIOS, METABOLISMO DEGRADAT1VO DAS PROTEINAS E
AMINOÁCIDOS E EXCREÇÃO DO NITROGÊNIO.

1.    Cite duas diferenças e duas semelhanças entre glicólise e via pentose fosfato.
2.    Quais as finalidades da via pentose fosfato e em que região da célula ela opera?
3.    Comparando-se as glândulas mamárias e o músculo esquelético em quais desses tecidos predomina a via pentose fosfato? Justifique. idem para os tecidos vegetais jovens e maduros.
4.    Qual a importância energética quantitativa e qualitativa dos triglicerídios de nossa dieta?
5.    O que resulta da beta-oxidação dos ácidos graxos? Onde ela se processa e quais os destinos dos seus produtos?
6.    Quantos ATPs seriam obtidos por uma célula ao oxidar completamente o triglicerídio abaixo estruturado?

CH2- O - CO - (CH2)13- CH3


CH-O-CO-(CH2)14-CH3


CH2- O-CO - (CH2) 14- CH3

7.    Como a célula efetua a dessaturação dos ácidos graxos? Como ela está relacionada com a aclimatação de certas plantas em ambientes mais frio?
8.    Por que as proteínas devem estar presentes em nossa dieta? Podem elas, e como, atender a demanda energética de nosso organismo?
9.    O que vem a ser aminoácido essencial? Cite 3 deles para o homem.
10. 0 que vem a ser balanço nítrogenado? Por que ele é nulo em animais adultos e negativo quando de uma dieta deficiente em aminoácidos essenciais?
11.  O que vem a ser reação de transaminação? Cite uma delas e comente a sua importância. Idem para reação de descarboxilação de aminoácido.
12.  Quais as formas nitrogenadas de excreção utilizadas pelos organismos animais? Que propriedades de solubilidade e toxidez apresentam?
13.  Por que a uréia é a forma nitrogenada de excreção mais adequada para os mamíferos? Idem quanto ao ácido úrico para as aves.
14.  Por que animais com habilidade metabólica para excreção de uréia ou ácido úrico voltam a excretar nitrogênio amoniacal quando em ambiente com grande disponibilidade de água?

         
QUESTIONÁRIO 6 : INTEGRAÇÃO DO METABOLISMO, REGULAÇÃO METABÓLICA, FOTOSSINTESE E CICLO DO NITROGÊNIO

1.Quais são as etapas (fases) pelas quais passam polissacarídios,
triglicerídios e proteínas para atender à demanda de energia (ATP) por
parte da célula?
2.Com que eficiência é aprisionada a energia das ligações ésteres,
glicosídicas e peptídicas na fase de hidrólise dos alimentos?
3.Quais são os 3 compostos chaves do metabolismo degradativo dos carboidratos, lipídios e proteínas? Quais os seus destinos?
4.Esquematize a formação de triglicerídio a partir de carboidrato.
5. Esquematize a formação dos ácidos glutâmico, aspártico e alanina a partir de uréia e açúcar de melaço no rumen bovino. Porque a uréia tem que ser fornecida juntamente com uma forma facilmente metabolizável de açúcar?
6.O que vem a ser “aminoacido glicogênico”? Cite 3 deles. Qual a importância deste fato para o metabolismo animal?
7. O que vem a ser “corpos cetônicos” e como são formados em nosso organismo? Em que condições fisiológicas tais compostos se mostram com conteúdos mais elevados na urina e no sangue?
8.Podem os triglicerídios ser convertidos em açúcar no organismo animal? Por que?
9.O que vem a ser “Ciclo do Glioxilato”? Em que organismos ocorre e
qual a sua função bioquímica? Porque tal ciclo é particularmente ativo
durante a germinação de sementes oleaginosas?
10.0 que vem a ser “Efeito Pasteur” e como ele é explicado bioquímicamente?
11.Por que uma adubação nitrogenada excessiva por acarretar o “acamamento” em certas culturas?
12.Como o excesso de amônia pode comprometer o metabolismo das células nervosas (cérebro) levando ao coma cerebral? Como a intoxicação com etanol leva ao mesmo quadro clínico?
13.Quais os eventos que dependem e quais os que não dependem da luz quanto à formação de glicose por uma planta fotossintetizadora?
15.Por que as luzes de comprimentos de onde de 450 e 650 nm são mais eficientes para a realização de fotossíntese pelas plantas superiores?
16.Quais as funções dos carotenóides no processo fotossintético conduzido pelas plantas?
17.Como se explicam a essencialidade do Cl, Mn e Mg para o processo fotossintético?
1 8.Como são estruturados os sistemas de pigmentos para a captação da energia radiante para a condução da fotossíntese?
19.Qual a função da água no processo fotossíntético?
20. 0 que fica demonstrado quando se observa a redução do 2,6-diclorofenolindofenol por cloroplastos iluminados (reação de Hill)?
21. 0 que vem a ser “foto-redução do NADP + e “fotofosforilação do  ADP”?
22.  Qual o primeiro composto formado pela assimilação do CO2 mediante a via C-3 de fixação? Idem para a via C-4. Quais as enzimas ‘envolvidas nesta etapa e suas afinidades para com o CO2?
23.Que adaptações ocorreram nas crassuláceas que lhes permitem a sobrevivência em ambientes quentes e áridos?
24.0 que vem a ser “fotorrespiração”? Qual o seu substrato e porque é pouco intensa nas plantas C-4? Qual a importância da luz e do 02 neste processo?
25.Cite 4 diferenças entre plantas C-3 e C-4 (exceto foto-respiração).
26.Por que as plantas C-4 são menos exigentes em nitrogênio quando comparadas com as C-3?
27.Porque as plantas C-4 fazem fotossíntese com boa eficiência mesmo em temperaturas mais elevadas?
28. Porque a fotossíntese nas plantas C-4 não atinge a saturação mesmo com grande intensidade luminosa?
29.0 que vem a ser “ponto de compensação” e por que é menor para as plantas C-4?
30.Porque o nitrato é a forma nitrogenada mais abundante no solo? Existiria alguma vantagem para as plantas?
31 .Como os herbicidas que bloqueiam o transporte de elétrons no processo fotossintético matam a planta?
32.0 que vem a ser “redução do nitrato”? Quais as participações do ferro e molibdênio neste processo?
33.0 que vem a ser “fixação do nitrogênio”? Quais as modalidades de fixação do N ?
34. 0 que vem a ser “assimilação da amônia” e quais a vias metabólcas envolvidas?
35. 0 que vem a ser “nitrificação” e qual a importância agronômica para essa transformação?
36.0 que vem a ser “desnitrificação”? Que organismo está envolvido e com que objetivo tal processo é conduzido?
37.Como que os herbicidas ‘que bloqueiam o transporte de elétrons na
fase luminosa da fotossíntese (2,4-DNP e DCMU) matam a planta?


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BIOQUIMICA DINAMICA


Ola galera da Bioquimica, aqui neste site temos materiais de apoio as nossas aulas teoricas e praticas. Temos videos, textos, links importantes, e exercicios para recapitular as materias. Este site serve principalmente a LCB 208 - BIOQUIMICA , para os cursos de Engenharia Agronomica e Engenharia Florestal, Ciencias Biologicas e Ciencias dos Alimentos da ESALQ USP.
Prof. Dr. Luiz Antonio Gallo.

ARQUIVOS DE AULAS

ENZIMAS E BIOENERGETICA
FERMENTAÇÃO ALCOOLICA
BIOENERGETICA 2
GLICOLISE
CICLO DE KREBS E CADEIA RESPIRATORIA
ENZIMA 5
FERMENTAÇÃO
Via Pentoses fosfato
Via Pentoses fosfato 2
Metabolismo dos lipideos
Video enzimas glicolise
Fermentação 2
Ciclo de Krebs
Glicolise 3
Energetica Bioquimica
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BQII - Fotossíntese

Fotossíntese

A fotossíntese  fornece alimento a todas as formas de vida pois os organismos heterotróficos se alimentam directa ou indirectamente das moléculas orgânicas produzidas pelos autotróficos. 

Outro importante contributo da fotossíntese é a produção de oxigénio, utilizado na respiração pela maioria dos organismos actuais. Praticamente todo o oxigénio da atmosfera terrestre tem origem fotossintética e pensa-se que é totalmente renovado, pelo mesmo processo, a cada 2000 anos.

A descoberta deste fenómeno fundamental para a vida na Terra é, apesar de tudo, bastante recente, tendo sido mencionado pela primeira vez em 1772 pelo inglês Priestley. Este bioquímico apercebeu-se que a introdução de uma planta num ambiente irrespirável melhorava rapidamente a qualidade do ar.

Em 1779 o holandês Ingen-Housz notou que para que as plantas "recuperassem" o ar necessitavam de luz e que essa "recuperação" se devia a um enriquecimento do ar em oxigénio. Iniciou-se aqui a ideia que as plantas decompunham o dióxido de carbono, libertando oxigénio, embora não fosse claro o destino do carbono excedente. 

O mesmo Ingen-Housz propôs em 1796 que as plantas o utilizavam para fabricar as suas próprias moléculas orgânicas, sendo o oxigénio um subproduto dessas reacções. A partir deste momento, o mecanismo ficou baptizado fotossíntese (síntese em presença de luz de compostos orgânicos).

As complexas reacções da fotossíntese ocorrem nos cloroplastos, organitos semi-autónomos presentes nos seres autotróficos, e podem ser resumidas da seguinte forma:

energia luminosa + clorofila ----> (clorofila)*

6 CO2 + 12 H2O + (clorofila)* ----> C6H12O6 + 6 O2 + 6 H2O

Esta forma de resumir a fotossíntese, embora correcta, não revela a complexidade das reacções intermédias e dá a ideia (errada) de que o dióxido de carbono reage com a água.

Por volta de 1930, o investigador Van Niel propôs a hipótese que o oxigénio libertado na fotossíntese proviesse da água e não do dióxido de carbono, como antes se pensava. Dez anos mais tarde experiências com isótopos pesados de oxigénio comprovaram esse facto.

Outro tipo de experiências revelou que algumas das reacções da fotossíntese são fotoquímicas (realizam-se em presença de luz), enquanto outras são termoquímicas (realizam-se sem intervenção directa da luz). Assim, é regra dividir o processo em fase luminosa, que ocorre a nível dos grana do cloroplasto, e fase escura, cujas reacções decorrem no estroma.                                                                                         

Fase Luminosa
A luz é constituída por "partículas luminosas", altamente energéticas, designadas fotões. A cor da luz é determinada pela energia dos fotões que a compõem (zona azul do espectro mais energia e zona vermelha do espectro menos energia). 

Quando o electrão de um átomo é atingido por um fotão, pode absorver essa energia e ser impelido para uma orbital mais elevada (mais afastada do núcleo do átomo), dizendo-se que o átomo/molécula está num estado excitado.

No caso das reacções da fotossíntese, as principais moléculas envolvidas são as clorofilas. Quando moléculas de clorofila são atingidas por luz de  cor azul e vermelha (fotões com determinada energia, portanto), alguns dos seus electrões passam a orbitais mais elevadas e a molécula fica excitada. No entanto, a clorofila excitada é muito instável e ao fim de certo tempo os electrões regressam ás suas órbitas de origem - estado fundamental -, libertando a energia que absorveram do fotão, sob a forma de luz. Este fenómeno é conhecido pela fluorescência da clorofila. As clorofilas reflectem a luz verde, sendo esse o motivo porque as plantas são verdes.

Na maioria das células vegetais existem dois tipos de clorofila, a e b, sendo a clorofila b mais oxidada.

Esquema do funcionamento de um fotossistema

As moléculas de clorofila, receptores de electrões, pigmentos acessórios e enzimas participantes na fotossíntese estão organizadas nas membranas do cloroplastos em unidades designadas fotossistemas. 

Cada fotossistema contém entre 250 a 400 moléculas de pigmentos e consiste em dois componentes intimamente associados: um centro de reacção (formado por um complexo proteína-pigmento) e um complexo antena. 



Todas as moléculas de pigmentos do fotossistema são capazes de absorver fotões, mas apenas um par de moléculas de clorofila em cada fotossistema utiliza essa energia nas reacções fotoquímicas. Este par, localizado ao centro do fotossistema forma o centro de reacção, enquanto as restantes moléculas se designam pigmentos antena. Estes podem ser, além de clorofilas, carotenóides e ficobilinas (ficocianina azul e ficoeritrina vermelho).

Dentro dos fotossistemas, as moléculas de pigmentos estão ligadas a proteínas específicas e situadas em locais que permitem uma eficiente captação da energia luminosa. A energia absorvida por cada molécula é transferida á seguinte, até alcançar o centro de reacção. Quando ambas as clorofilas do centro de reacção absorvem energia, um dos seus electrões é excitado e transferido para a primeira molécula receptora, iniciando-se o fluxo de electrões necessário ás reacções fotoquímicas.

Existem dois tipos de fotossistemas:

fotossistema I - também designado PS I, contém no seu centro de reacção uma forma de clorofila a designada P700, pois absorve luz de comprimento de onda de 700 nm. Localiza-se preferencialmente nas membranas intergrana, em contacto directo com o estroma do cloroplasto;

fotossistema II - também designado PS II, contém no seu centro de reacção uma forma de clorofila a designada P680 (clorofila b) pois absorve luz de comprimento de onda de 680 nm. Localiza-se nos tilacóides e procede à fotólise da água.


 De modo geral, os fotossistemas funcionam simultaneamente mas o fotossistema I pode funcionar independentemente.

No interior da célula, a energia libertada pelo regresso do electrão á sua orbital original não é  "perdida" sob a forma de luz mas sim captada por um conjunto de moléculas, sendo depois utilizada na síntese de moléculas de ATP e NADPH2, utilizadas nas reacções da fase escura.            

A síntese destas moléculas implica dois tipos de reacções:

Fotofosforilação cíclica - nesta reacção apenas intervém a clorofila a P700 e o fotossistema I. Ao receber luz de certo comprimento de onda, as moléculas de clorofila a excitam-se e os seus electrões (em vez de passarem a orbitais mais elevadas) saem da molécula, deixando-a oxidada. Os electrões excitados são captados pela ferredoxina (uma proteína contendo ferro) e daí vão passando por uma série de outras moléculas (flavinas, citocromos e vitamina K) que formam uma cadeia transportadora de electrões.

A passagem pela cadeia transportadora permite aos electrões libertar gradualmente a energia absorvida do fotão, permitindo que seja utilizada na energia química do ATP (sintetizado a partir de ADP e fosfato inorgânico). Por fim, o electrão já perdeu toda a energia e regressa ao estado fundamental e á clorofila a, voltando esta ao estado reduzido (não excitado). 

Este ciclo repete-se de cada vez que a clorofila é atingida por um fotão. Aparentemente este processo de produção de ATP é uma via alternativa, ocorrendo apenas quando a quantidade de NADP é reduzida. Acredita-se que tenha sido este o método exclusivo de produção de ATP dos procariontes primitivos e as bactérias fotossintéticas ainda hoje o fazem. Como neste caso não existe fotólise da água, não há produção de oxigénio nem de NADPH, apenas de ATP;

Esquema da fotofosforilação acíclica



Nesta reação já intervêm os dois tipos de clorofila a e, logo, ambos os fotossistemas. A molécula de clorofila P680 é excitada ao ser atingida por um fotão. Os seus electrões libertam-se e são captados por um receptor de electrões, a plastoquinona.  

Dessa molécula, os electrões passam por outra cadeia transportadora de electrões, perdendo energia, que é utilizada na síntese de ATP a partir de ADP e fosfato inorgânico. 

A última molécula dessa cadeia é uma clorofila P700 oxidada. Ao receber o electrão ficará, portanto, reduzida. No entanto, ao receber o estímulo de novo fotão, volta a perder o seu electrão excitado, que é passado à ferredoxina e dela para o NADP, que fica reduzido (NADP2-). 

Assim, os electrões que saem da clorofila b não regressam a ela (daí a designação de acíclica). São, no entanto, repostos pela água, que funciona como ponto de partida deste fluxo de electrões. Este facto verifica-se pois ocorre fotólise da água, em presença de luz e clorofila:

2 H2O ---------> O2 + 4 H+ + 4 e-  

O oxigénio produzido pela fotólise da água é eliminado para a atmosfera e os electrões vão substituir os electrões perdidos pela clorofila P680 durante a fotofosforilação acíclica, permitindo que regresse á sua forma reduzida. Os protões H+ são captados pelo NADP2-, originando NADPH2.                                                                                                                                                                                               

Fase Escura
Na fase escura da fotossíntese ocorrem uma série de reacções com absorção e redução de dióxido de carbono, inversas da glicólise, com formação de compostos orgânicos (açúcares, aminoácidos, ácidos gordos, glicerol, etc.). 

No decorrer desta fase há gasto de NADPH2 e ATP, formadas na fase luminosa, as quais se transformam em NADP e ADP e voltam ás reacções da fase luminosa.


Ciclo de Calvin




Foram as experiências de Calvin, Bassham e Benson, entre 1954 e 1960, que permitiram determinar as diferentes etapas desta fase da fotossíntese.

Por esse motivo, a série de reacções que permitem a síntese de glicose a partir de dióxido de carbono, ATP e NADPH2 é conhecida por ciclo de Calvin-Benson ou ciclo das pentoses. 

O ciclo das pentoses pode ser resumido da seguinte forma: uma molécula de dióxido de carbono é fixada num açúcar fosforilado, a ribulose 1,5-difosfato, originando um composto instável com 6 carbonos, que se decompõe imediatamente originando duas moléculas de ácido fosfoglicérico. A partir daqui decorrem as reacções inversas da glicólise que originam glicose e regeneram a ribulose 1,5-difosfato para que o ciclo recomece.

Atendendo a que por cada volta do ciclo de Calvin uma molécula de dióxido de carbono (logo um átomo de carbono) é reduzida (fixada), são necessárias 6 voltas do ciclo para se formar uma molécula como a de glicose. 

O produto primário do ciclo de Calvin é o gliceraldeído 3-fosfato, a molécula transportada do cloroplasto para o citoplasma da célula. Esta é exactamente a mesma molécula produzida pela quebra da frutose 1,6-difosfato na glicólise.

A enzima ribulose 1,5-difosfato carboxilase, vulgarmente designada Rubisco, a enzima catalisadora da reacção inicial do ciclo de Calvin (fixação do dióxido de carbono na ribulose) é muito abundante nos cloroplastos, correspondendo a mais de 15% do seu conteúdo proteico total. É, por este motivo, considerada por muitos bioquímicos a proteína mais abundante do mundo. 

Assim, os fenómenos da fotossíntese podem ser resumidos, considerando apenas os produtos iniciais e finais, da seguinte forma:



O destino dos produtos finais da fotossíntese é variado, dependendo do organismo e das suas necessidades imediatas. Podem ser utilizados na respiração celular, fornecendo energia aos processos vitais ou podem ser convertidos em moléculas orgânicas de vários tipos.

Embora a glicose seja a molécula representada nas equações reduzidas da fotossíntese, a quantidade de glicose livre produzida nas células fotossintéticas é muito baixa. A maioria do carbono fixado é convertido preferencialmente em sacarose, o glícido de transporte, ou em amido, o glícido de reserva, das plantas.

O gliceraldeído 3-fosfato que é transportado para o citoplasma da célula é utilizado para formar glicose 1-fosfato, percursor imediato da sacarose. Pelo contrário, o gliceraldeído 3-fosfato que permanece nos cloroplastos, passa a amido, armazenado sob a forma de grânulos no estroma. Durante a noite, a glicose do amido é exportada para o citoplasma.                                                                                             

Factores que afectam a taxa fotossintética A taxa fotossintética é influenciada por diversos factores ambientais, nomeadamente: 
Intensidade luminosa - se as outras condições se mantiverem constantes, verificou-se experimentalmente que o aumento da intensidade luminosa provoca um correspondente aumento na taxa fotossintética. No entanto, tal apenas se verifica até certo ponto, o chamado ponto de saturação luminosa;

Concentração de dióxido de carbono - em condições uniformes de luminosidade e temperatura, o aumento da quantidade de dióxido de carbono disponível provoca, até um certo limite, o aumento da taxa fotossintética;

Temperatura - o aumento da temperatura causa um acentuado aumento da taxa fotossintética em presença de alta intensidade luminosa mas rapidamente esse aumento começa a desnaturar as enzimas causando uma quebra na taxa de fotossíntese e, eventualmente, a morte do organismo.          
                                                                                                                                 

BQII - Ciclo das Pentoses

ciclo das pentoses consiste numa série de reações químicas em sequência que possibilitam a produção de carboidratos a partir do dióxido de carbono (CO2), que se dá no estroma dos cloroplastos ou no citosol das bactérias fotossintetizantes. Esse conjunto de reações ocorre na fase escura da fotossíntese.
Por meio da reação de uma molécula de CO2 com uma molécula de 1,5-bifosfato de ribulose (cuja sigla em inglês é RuBP), ocorre a fixação do carbono. Tal reação é catalisada por uma enzima chamada rubisco e tem como produto duas moléculas de 3-fosfoglicerato, um carboidrato formado por três átomos de carbono. Também participam do ciclo o NADPH (coenzima aceptora de elétrons) e o ATP (nucleotídio responsável pelo armazenamento de energia) provenientes das fosforilações cíclica e acíclica.
O ciclo se inicia efetivamente com a reação de 6 moléculas de CO2 com 6 moléculas RuBP, dando origem a 2 moléculas 3-fosfato gliceraldeído (sigla em inglês PGAL) e tornando a produzir as mesmas 6 moléculas de RuBP. Nesse ciclo, os átomos de hidrogênio oriundos das moléculas de água (H2O) e estocados provisoriamente no NADPH, reagem com moléculas de CO2 produzindo moléculas de carboidratos. A ocorrência dessas reações depende da energia fornecida pelo ATP.
As moléculas de 3-fosfato gliceraldeído produzidas no ciclo das pentoses podem ser aplicadas de duas formas: a maior parte delas migra do cloroplasto para o citosol, onde são convertidas em sacarose; aquelas que continuam no cloroplasto são transformados em amido e durante 1 dia, aproximadamente, são armazenados no estroma. No período da noite, o amido é convertido em sacarose e é transportado pelo floema (seiva elaborada) para todas as regiões da planta. Isso varia conforme o organismo e as necessidades imediatas do vegetal.
O ciclo das pentoses também recebe o nome de ciclo de Calvin-Benson, em homenagem aos cientistas estadunidenses Melvin Calvin e Andy Benson, que foram os primeiros a explicar as principais reações do ciclo.

fONTE: http://www.infoescola.com/bioquimica/ciclo-das-pentoses/

BQII - Via das Pentose-Fosfato: rota alternativa do metabolismo energético da glicólise


            A observação de que inibidores clássicos da glicólise (como iodoacetato e fluoreto) em alguns tecidos não tinham efeito sobre o uso direto da glicólise,  sugeriu a existência de outra via metabólica para a utilização da glicose.

         A via das pentoses fosfato é uma via multifuncional, que ocorre principalmente nos tecidos animais como no fígado, glândula mamária e tecido adiposo, onde ocorre principalmente a síntese de ácidos graxos a partir de acetil Coenzima A.

         A biossíntese de ácidos graxos requer poder redutor na forma de NADPH . Tecidos menos ativos na produção de ácidos graxos, como os músculos por exemplo, a via das pentoses esta quase ausente.

         A via das Pentoses Fosfato ou o caminho do Fosfogluconato, produz NADPH  e Ribose 5- Fosfato.


         Funções da via das pentoses

a) Permite a combustão total da glicose em uma série de reações independentes do ciclo de Krebs;

b) Serve como fonte de pentoses para a síntese dos ácidos nucleicos;

c) Formar o NADPH extramitocondrial necessário para a síntese dos lipídeos

d) Converter hexoses em pentoses

e) Degradação oxidativa de pentoses  pela conversão a hexoses, que podem entrar para a via glicolítica.


         As reações da via do fosfogluconato ou das pentoses fosfato, ocorre no citoplasma, de onde as enzimas foram extraídas e purificadas.

         A via do fosfogluconato pode também servir para executar a oxidação completa da glicose 6 fosfato a CO2 com a redução simultânea do NADP+ a NADPH  por uma seqüência completa de reações, onde seis moléculas de glicose 6 fosfato são oxidadas a seis moléculas de ribulose  5 fosfato e seis CO2.

         Deste modo para cada descarboxilação da glicose haverá a redução do 2 NADPH, com a conseqüente formação de 6 ATPs.

         Como se formam 12 NADPH + 6 CO2 que podem originar 36 ATPs dando um rendimento quase idêntico à oxidação da glicose no ciclo de Krebs.

         Sua maior importância (a via das pentoses) é a produção de NADPH e pentoses extra mitocondrial.

         A rota glicolítica não é a única rota disponível para a oxidação da glicose nos citossol de células vegetais. A via oxidativa da pentose fosfato pode também executar essa função, usando enzimas que são solúveis no citossol. As primeiras duas reações dessa serie representam as reações oxidativas, convertendo glicose-6-fosfato em um açúcar de cinco carbono, ribulose-5-fosfato, com a perda de um CO2 e produção de duas moléculas de NADPH. As reações restantes convertem a ribulose-5-fosfato em gliceraldeido-3-fosfato e frutose-6-fosfato. A figura  10 mostra esta via.

          As trioses e hexoses produzidas na via pentose podem ser utilizadas com facilidade na via glicolítica. A via oxidativa das pentose fosfato desempenham vários papeis no metabolismo vegetal:

1.     Produzir o nucleotídeo NADPH, e esse NADPH é levado a reações de redução associado, para suprir a sua demanda, já que a fotossíntese não produz NADPH suficiente para as reações biossínteticas que ocorrem no citossol.
2.     Entretanto, a NADPH desidrogenase contida no citossol da membrana interna da mitocondria é também capaz de oxidar NADPH. Os elétrons do NADPH podem reduzir O2 e gerar ATP.
3.     A via oxidativa das pentoses fosfato esta envolvida na geração de intermediários no ciclo de Calvin
4.     A via também produz ribose-5-fosfato, um precurssor da ribose e desoxirribose necessária na síntese de RNA e DNA respectivamente.

A via oxidativa das pentose fosfato é controlado pela reação inicial catalisada pelo glicose-6-fosfato desidrogenase. Entretanto medidas da atividade da enzima desta via em tecidos verdes são complicadas pelo fato que muito da atividade catalítica esta também associado com enzima e cloroplasto que catalisa as reações da rota redutiva da pentose fosfato, ou do ciclo de Calvin.



Fig. 10 – Via Pentose Fosfato.



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QUESTÕES

         1 - Onde ocorre a via das pentoses?

         2 - Por que ocorre a via das Pentoses?

         3 - Qual a relação da via das Pentoses com a síntese de ácidos nucleicos
               e com a síntese de ácidos graxos?

         4 - Esquematize a reação global da via das pentoses.


Fonte: http://docentes.esalq.usp.br/luagallo/viapentose.htm
Prof. Dr. Luiz Antonio Gallo

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OBS:

Importância do ciclo das pentoses nas hemácias 

(Hemácias não possuem mitocôndria. Logo o ciclo das pentores é o responsável pela produção de ATP oxidando a Glicose)

Fonte de equivalentes redutores (NADPH) para manutenção da glutationa
no estado reduzido, com o propósito de:

1. detoxificação das espécies reativas de oxigênio (ROS);
2. manutenção do Fe da hemoglobina no estado reduzido (Fe2+);
3. manutenção de pontes de enxofre de proteínas no estado reduzido

Papel fisiológico da glicose 6-fosfato deshidrogenase x anti-maláricos

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. fonte de intermediários metabólicos para biossíntese de ribonucleotídeos
  e desoxi-ribonucleotídeos;

. fonte de intermediários metabólicos para biossíntese de aminoácidos:
  triptofano, fenilalanina, tirosina e histidina;

. interconversão de oses: trioses, tetroses, pentoses, hexoses e heptoses


Nu Artístico - O novo nu feminino que se multiplica nos mundos real e virtual

Há um mês, a estudante de Ciências Sociais da USP Marina Macedo criou na internet a página Batalha dos Corpos (batalhadoscorpos.tumblr. com), em que garotas mostram seios, traseiros, barrigas e o que mais quiserem, livres de padrões. “A vergonha de mostrar os seios me fazia perder o tesão, tentar transar com sutiã, retardar ao máximo a primeira noite com o novo paquera. Coisa boba. Hoje são eles um dos meus maiores provedores de prazer!”, diz uma das meninas abaixo da foto de seus peitos. “Meus mamilos não são rosados. Meus peitos são separados. Meu sexo não é depilado. Minha cor já me incomodou. Hoje, me aceito e luto por um mundo onde esse tipo de autorrejeição não tenha espaço”, conta outra, ao lado da foto que retrata tudo isso que ela enumera.
A iniciativa de Marina é uma entre muitas de nu feminino que crescem e aparecem, na contramão de referências já antigas como as mulheres sem roupa das revistas masculinas, as poses que reproduzem clichês sensuais e os retoques que transformam corpos reais em fotos de um mundo onde celulite e poros não existem. São várias as vertentes dessa tendência, mas há algo em comum entre os exemplos que vêm se multiplicando: uma espécie de nu com atitude, que pretende ser consciente e libertador.
— Primeiro, coloquei a ideia no Facebook. E percebi que foi importante para muitas meninas. Recebi várias mensagens — conta Marina, que pede on-line: “Envie suas fotos junto com uma explicação/dedicatória/o-que-for que mostre por que você já se sentiu censurada ou socialmente diminuída por essa área corporal não fazer parte dos padrões.”
A estudante, que tem reivindicações tão legítimas como “poder usar a roupa que quisermos sem virarmos piada de programa de TV escroto”, logo de início foi vítima de uma regra da rede social que já deu muito o que falar, incluindo o movimento “Ei, Facebook, amamentar não é obsceno!”. Nesse ambiente tecnológico que tem, de um lado, os avanços e, de outro, a repressão (assim como na vida real), muitos nus censurados já foram encampados como causas pelos usuários. Um deles é o da fotógrafa russa Anastasia Chernyavsky, que teve bloqueada a imagem em que aparece naturalmente sem roupa com os dois filhos pequenos.
Já que blogs não sofrem a mesma censura de posts no Facebook, outra inciativa na internet usa a nudez para reagir a um delírio já inventado e propagado por alguns: a “padronização” da vagina — que submete mulheres ao risco de perder a sensibilidade em parte da vulva após cirurgias desnecessárias. No Large Labia Project, closes de pequenos e grandes lábios de diferentes formatos são postados em defesa da diversidade.
Outro caso em que a nudez virou uma espécie de ação afirmativa foi o da cantora Alice Caymmi, que lançou um clipe em que, diferentemente das feministas que queimaram os sutiãs, ela tira:
— Me diziam: “Agora, famosa, você vai emagrecer, né?”. Então, só de sacanagem, resolvi mostrar os peitos — diz a neta de Dorival. — O peito é meu e é assim. Sempre estive atenta à desconstrução da nudez feminina e ao mercado que se criou de um padrão que se imagina que seja o gosto masculino.
Contra os padrões, hoje frequentemente aplicados via Photoshop, segue o projeto Apartamento 302, do fotógrafo Jorge Bispo. Depois de clicar mais de cem “mulheres de todos os tipos, origens, idades e profissões” por um ano, Bispo está este mês engajado num crowdfunding para viabilizar a publicação de um livro retratando a mulher como ela é, sem retoques ou produção, diante apenas de uma parede branca.
— Começou porque eu queria fotografar a beleza da mulher comum. Negra, branca, sarada, gorda, baixa: bastava ela querer e eu ter vontade de fotografar — explica Bispo.
A produtora Taís Lohana foi uma das interessadas na proposta.
— A foto que ele faz é você, como acorda, como é em casa... E fica lindo — diz.
O que chamou a atenção da tatuadora Alessandra Klabin para o Apartamento 302 também foi a dose de realidade:
— No final, as fotos têm identidade. Já trabalhos de outro tipo são artificiais, você vê a pessoa na rua e nem reconhece.
Personal trainer, Kenia Torma conhece bem, por força da profissão, a padronização da qual quis fugir quando fez suas fotos no projeto:
— Vejo muitas meninas que procuram anabolizante, plástica, lipo aos 16 anos, tudo para se encaixar num padrão. E estranharam eu não ganhar nada com as fotos. Mas a ideia não era vender o corpo!
Opinião igual tem a produtora Carolina Guerra, que fotografou no Apartamento 302 sem falar com ninguém, e o namorado ficou chocado quando soube. Mas hoje todo mundo acha normal: seus pais mostram as imagens nas festas de família e seus filhos também adoram. Ao lado, outra participante, a atriz Pollyanna Rocha, define o trabalho como “beleza real”.
É exatamente isso que outra adepta desse estilo, a fotógrafa Claudia Regina, busca nas imagens que registra:
— Eu e minhas clientes sabemos que nem as modelos que aparecem nas capas das revistas são daquele jeito. Por isso, meu ensaio é um testemunho da história e da beleza das mulheres de verdade, sem tentar encaixá-las no padrão por meio de poses definidas ou Photoshop.
Em seu site, Claudia explica às possíveis fotografadas o conceito que adotou: “Pra mim parece simplório fazer fotos de lingerie, cinta-liga e salto alto só por fazer. As fotos que crio são cruas e simples. Quero mostrar você e a sua essência, para que se reconheça. Quero mostrar os seus gostos, o seu corpo e sua história. Sem tabus.”
Uma referência no assunto é o fotógrafo americano Matt Blum, um dos criadores do The Nu Project, descrito como uma série de nus honestos de mulheres de todo o mundo — inclusive brasileiras. O The Nu Project também vive um momento de pico: acaba de lançar seu livro. No Brasil, iniciativas semelhantes (no caso, o Nu Real) propõem “trazer a realidade de volta”. E ressalvam que a iniciativa “não objetiva trazer sucesso ou expor vulgarmente a mulher fotografada”.
Há quem chame essa tendência sem aditivos, em que menos é mais, de “nu orgânico”. Mas as diferenças entre as iniciativas são muitas. O fotógrafo Marcus Steinmeyer, do My Beauty Project, é um exemplo disso: faz fotos dos dois tipos, aquelas com Photoshop e também as mais fiéis à realidade.
— Pensei de início em fazer retratos de corpo inteiro ou meio corpo de mulheres nuas. Simples assim, sem muita frescura. O objetivo era fotografar diversas mulheres, de todos os jeitos e corpos. Porém, demorei para colocar em prática, e outros fotógrafos criaram projetos focando a mulher comum, sem retoques, sem produção. Aí, me ocorreu que não havia um projeto que focasse na sensualidade. Mas a produção é a mínima possível: a própria modelo faz a maquiagem e escolhe o figurino — descreve Steinmeyer.
Saindo da web para as ruas, um movimento que usa a nudez para lutar pelos interesses das mulheres ganhou muita popularidade recentemente. Mas cabe abrir parênteses, como faz questão uma das organizadoras, Nataraj Trinta, para explicar como ele foi prejudicado por uma performance desastrosa de pessoas de fora do grupo, que soou como se fosse parte da Marcha das Vadias de Copacabana, durante a Jornada Mundial da Juventude:
— Não temos nada a ver com o que aconteceu — diz Nataraj sobre o ato, que usou imagens de santos e crucifixos em atitudes agressivas. — As pessoas que fizeram isso não foram às reuniões de organização. Foi autoritário, desnecessário, desrespeitoso, imaturo, e nos deixou em situação vulnerável.
A força das ruas
Dito isso, Nataraj explica que as participantes da Marcha das Vadias tiram a blusa com a intenção de lutar por direitos iguais entre os sexos — inclusive o de as meninas, como os meninos, poderem andar sem camisa (o que lembra outro movimento, o Topfreedom, ou Liberdade da Parte de Cima).
— Esse nu autônomo tem ganhado mais força. A gente coloca os peitos de fora para afirmar essa autonomia — diz ela, que observa uma das reações mais sintomáticas de reprovação. — Tem gente que fica com raiva e critica o peito: chama de “mochiba”, diz que está no joelho. Ou então acha bonito e chama de musa. Para esses, o peito só serve para ser atraente para alguém. Lutamos contra esses problemas que vêm desde a infância, quando se participa de concurso de beleza na escola.
A indústria do padrão de beleza, aliás, também está no alvo da estudante Marina Macedo, a criadora do tumblr do início desta reportagem:
— Outro dia, vi um veredito: “Elas não estão prontas para o verão.” A coisa está tão séria que até crianças se preparam para o verão. Como assim?! E, se a gente protesta, entra na horrível categoria de “mal comida”. Para me vender produto, falam que eu sou feia.
A estratégia deve estar funcionando, afinal, o Brasil é o terceiro maior mercado de beleza do mundo, e a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) estima, só este ano, um consumo de R$ 36,24 bilhões em artigos do gênero — e R$ 50 bilhões em 2015.
Mas não basta colocar os peitos de fora e protestar para ser identificada com a libertação feminina. O Femen é caso de controvérsia pura entre muitas mulheres cheias de atitude. O movimento internacional, surgido na Ucrânia e no qual as integrantes tiram a roupa para protestar contra as causas mais diversas, é acusado de submissão a padrões de beleza (suas manifestantes parecem top models) e de não ter propostas substanciais.
Desafiar o padrão está tão em alta que até ícones do gênero, como as revistas masculinas, estão fazendo suas pequenas investidas. Sem se dobrar à depilação standard, a atriz Nanda Costa causou alvoroço na última “Playboy”.
— Quando algo está fora dos padrões, gera interesse e debate entre gostos diferentes — avalia o editor da revista, Jardel Sebba.
A escritora Rose Marie Muraro, aos 82 anos, um símbolo de luta pelos direitos das mulheres, é entusiasta do novo nu:
— Isso tudo é político. Faz parte da marcha da Humanidade, passa pela internet, pelas redes sociais. Há uma novidade na maneira de se fabricar a nudez em público, organizada, com um propósito. É o ser humano achando a sua identidade.


Leia mais sobre esse assunto em http://ela.oglobo.globo.com/vida/conheca-as-definicoes-do-novo-nu-feminino-que-se-multiplica-nos-mundos-real-virtual-9776668#ixzz2epYqEotq
Copyright © 2013 O Globo S.A. 

Nu Artistico - Boudoir


Boudoir originalmente (e antigamente) era um quarto destinado à arrumação das mulheres — o lugar de apertar o corselet e se jogar no pó de arroz. Uma espécie de closet da época da Vovó!

Hoje para a fotografia, Boudoir é uma tendência internacionalmente conhecida (bastante atacada pela crítica devido ao uso indevido da pela conotação sensual das fotos) que quando bem executada, é de extremo bom gosto. Infelizmente, tenho visto vários fotógrafos (aqui no Brasil principalmente) optando de forma vulgar/brega por este tipo de ensaio o que acaba, muitas vezes por falta de estudo, expondo as suas clientes.

Para dar aquele help amigo às ladies que gostam do estilo e aos fotógrafos que pretendem se arriscar nesse mercado, hoje o Atelliê dá uma aulinha (básica!) para não ser motivo de constrangimento e conseguir arrancar suspiros de bom gosto.

Vamos lá?


A proposta do estilo Boudoir é exaltar a feminilidade da mulher, de uma maneira muito natural e simples, tendo como cenário ambientes comuns, como suítes (na minha opinião aquelas com algum toque vintage combinam muito mais com a essência do que é Boudoir) e o figurino composto por lingeries (não muito provocativas) e roupas em tecidos leves.

Dica: O retrô casa muito bem nestas produções bem como muita, muita iluminação natural!

Acho que o motivo de tamanha popularidade da Fotografia Boudoir é a capacidade de tornar qualquer mulher uma diva! O diferencial do fotógrafo é ter um olhar que valorize o melhor de cada pessoa, às vezes usando enquadramentos bem diferenciados mas que oferecem um efeito e tanto para quem vê o trabalho pronto. Para resumir em apenas uma palavra eu diria: Elegância.

A moda ultimamente, tem sido presentear o maridão antes do casamento com um book Boudoir. Mas lembre-se que se quiser realmente impressionar, procure um fotógrafo com um portfolio bacana ao invés de cair na lábia dos charlatões por aí… separei algumas fotos que exemplificam o que é esse tipo de fotografia, que eu particularmente, acho lindo!

Não tem nada de vulgar, não é mesmo? Estas fotos que mostrei, onde tudo é muito bem feito, são partes de um trabalho impecável executado pelo estúdio The Boudoir Vixen, que trabalha com suas modelos/clientes de uma forma maravilhosa!

E só para constar, esse post não é um guia prático de como fotografar Boudoir, é apenas um compilado de dicas que podem ser úteis

fonte: http://atelliefotografia.mtv.uol.com.br/tecnicas-tutoriais/boudoir/

Chillout Top 15 - (downtempo, acid jazz, trip hop, house, lounge and electronica)

“Chillout” music encompasses several different musical genres (downtempo, acid jazz, trip hop, house, lounge and electronica). The movement started as an alternative to the ecstasy filled clubs of London where revelers needed a place to cool off after heavy dancing. Clubs often allocated a “chillout room” for those who needed a break but still wanted to listen to music. It eventually became popular at parties and houses after returning from clubs when the party was continuing, but the energy level was coming down.15. Massive Attack Teardrop
Most people will recognize this track as the theme song from the hit show “House”. It is essential due to its heavy bass lines and enchanting vocals.14. Kings Of Convenience I Don’t Know What I Can Save You From
This is an example of a trend in chillout music where acoustic music is given a background beat and transformed into a new song altogether.13. The Orb Little Fluffy Clouds
Another song from a commercial (which has helped chillout reach the masses). This time from the original VW Bug ad. This song features an interview about the Arizona sky.12. 4hero Les Fleur
This is a cover of Minnie Ripperton’s classic 1970s song Les Fleur with Carina Andersson as the lead vocalist.11. Sasha & Emerson Scorchio
Some would argue that this song is too up-tempo to qualify as chillout. It has been remixed for both in the club and after the club. Cool song nevertheless. Like the video says, cool but hot.10. Jakatta American Dream
Most recognizable as the tune in the great sequence in “American Beauty”. “You give new meaning to the word ‘delicious’.” Corny but cool.9. Enigma Sadness
Based on Gregorian Chants, this track is very peaceful.8. I Monster Daydream in Blue
Basically a remix of a 1968 Belgian psychedelic tune. Keeps you bobbing your head. Sampled by other artists as well.7. Nightmares on Wax Les Nuits
This track sounds like a dance tune, slowed down just enough to where it could almost put you to sleep. Great dinner background music.6. Zero 7 Destiny
Anything by this group could qualify as chillout, but this is a great example of the strong female vocals on their album.5. Lemonjelly Spacewalk
One of the most innovative artists in the use of obscure samples. Do yourself a favor and check out their other videos. One of the few bands with a “brand” if you will.4. Groove Armada At the River
“At The River”, was the song that shot Groove Armada to fame. It samples “Old Cape Cod” by Patti Page. The song has gone on to be one of Groove Armada’s most well-known tracks and has since been found on numerous chill out compilations.3. St. Germain Sure Thing
Great example of a jazz influenced chillout track.2. Air Le Femme D’Argent
From the incredible “Moon Safari” album. Funky Moog keyboards. Play this song when watching the sunrise after an all-nighter.1. Moby Why Does My Heart Feel So Bad?
No chillout list is complete without Moby.Bonus: Music for a Found Harmonium
Great piece of music that is borderline chillout, but great to listen to regardless.