terça-feira, 31 de maio de 2016

O debate entre Jean Piaget e Noam Chomsky

O debate Chomsky–Piaget, também conhecido como debate de Royaumont, foi um notório debate ocorrido em 1975 entre Noam Chomskye Jean Piaget, inserindo-se no contexto da passagem da década de 60 e 70, quando a psicologia evolutiva desenvolvida nos Estados Unidos, ao se distanciar do Behaviorismo, abria-se à influência dos trabalhos de Piaget. O debate ocorreu na notória Abadia de Royaumont.


O debate entre Jean Piaget e Noam Chomsky, por Chomsky

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Título: A propósito das estruturas cognitivas e de seu desenvolvimento: uma resposta a Piaget
Autor: Noam Chomsky
Fonte: PIATELLI-PALMARINI, Massimo (org.). Teorias da linguagem, teorias da aprendizagem: o debate entre Jean Piaget e Noan Chomsky. São Paulo: Cultrix, 1983. pág. 50-73.
Em seus interessantes comentários sobre a psicogênese do conhecimento e sua importância epistemológica, Jean Piaget formula três pontos de vista gerais acerca do modo de aquisição do conhecimento: empirismo, ‘pré – formação’ (“inatismo”) e seu próprio “construtivismo”. Ele qualifica muito justamente as minhas concepções como sendo, para usarmos os seus termos, uma forma de “inatismo”. Precisamente, o estudo da linguagem humana levou-me a considerar que uma capacidade de linguagem geneticamente determinada, a qual é um componente do espírito humano, especifica uma certa classe de “gramática humanamente acessíveis”. A criança adquire uma dessas gramáticas (de fato, um sistema de gramáticas desse gênero, mas limitar-me-ei ao caso mais simples, ao caso ideal) a partir dos dados limitados que lhe são acessíveis. No seio de uma certa comunidade lingüística, crianças cujas experiências pessoais variam, adquirem gramáticas comparáveis e largamente subdeterminadas pelos dados que lhes são acessíveis. Pode-se considerar uma gramática, representada de uma maneira ou de outra no espírito, como um sistema que especifica as propriedades fonéticas, sintáticas e semânticas de uma classe infinita de frases possíveis. A criança conhece a língua assim determinada pela gramática que ela adquiriu. Essa gramática é uma representação de sua “competência intrínseca”. Em sua aquisição da linguagem, a criança desenvolve igualmente “sistemas de desempenho” para começar a usar esse saber (por exemplo, estratégicas de produção e de percepção). O que se sabe a respeito das propriedades gerais dos sistemas de desempenho é tão escasso que só se pode especular sobre os fundamentos do seu desenvolvimento. Quanto a mim, emitirei a hipótese de que, como para as gramáticas, um sistema fixo e geneticamente determinado restringe severamente as formas que esses sistemas podem adotar. Por outro lado, postularei a idéia de que análises análogas poderiam ser comprovadamente fecundas a respeitos de outras estruturas cognitivas que se desenvolvem no homem.
Contra essa concepção, Piaget apresenta dois argumentos fundamentais: (1) as mutações, próprias da espécie humana, que poderiam ter dado lugar às estruturas inatas postuladas, são “biologicamente inexplicáveis”; (2) aquilo que pode ser explicado de acordo com a hipótese das estruturas fixas inatas também pode ser perfeitamente explicado como sendo “o resultado ‘necessário’ de construções próprias da inteligência sensório-motora…”
Nenhum desses argumentos parece-me decisivo. Quanto ao primeiro, só o admito em parte. O desenrolar da evolução está, sem dúvida alguma “biologicamente inexplicado”. Mas não vislumbro qualquer razão para admitir a afirmação mais peremptória ainda, segundo a qual ele é “biologicamente inexplicável’. Outro tanto pode ser dito dos órgãos do corpo. O desenrolar de sua evolução também está “biologicamente inexplicado’”. Podemos, post hoc, propor uma hipótese sobre o modo como esse desenrolar poderia ter ocorrido, mas não podemos fornecer uma teoria que exponha o desenvolvimento tal como se produziu e exclua outras que poderiam estar igualmente de acordo com os princípios postulados a respeito da evolução dos argumentos. Se é verdade que ignoramos completamente como e por que mutações aleatórias dotaram a espécie humana da capacidade específica de aprender uma linguagem humana, é igualmente verdadeiro que também ignoramos como e por que mutações aleatórias conduziram ao desenvolvimento das estruturas particulares do olho dos mamíferos ou do córtex cerebral. Não concluímos, portanto, que essas estruturas, em sua natureza fundamental, no indivíduo que chegou à maturidade, são determinadas por interação com o meio ambiente (embora tal interação seja, sem dúvida, necessária ao desencadeamento de processos geneticamente determinados e, naturalmente, influa no caráter dos órgãos que atingiram a maturidade). Pouco se sabe, é certo, sobre o desenrolar da evolução, mas é impossível tirar conclusões, sejam elas quais forem, a partir daquilo que se ignora. Em especial, é temerário concluir ou (A) que as leis físicas conhecidas não são suficientes, em princípio, para explicar o desenvolvimento de determinada estruturas, ou (B) que as leis físicas, conhecidas ou desconhecidas, não são suficientes, em princípio. As conclusões (A) ou (B) resultariam, segundo parece, da afirmação de que o desenrolar da evolução, é em termos literais, biologicamente “inexplicável”. Mas, aparentemente, nada justifica, de momento, encarar (B) seriamente e, se podemos conceber (A) como verdadeira, tal conclusão não passa de pura especulação. Em todo o caso, o ponto crítico, na ocorrência, está em que as estruturas cognitivas e os órgãos do corpo parecem comparáveis no que se refere à possibilidade de uma “explicação biológica”.
O segundo argumento parece-me ser mais importante. Mas não vejo em que a conclusão de Piaget possa fundamentar-se. Que seja de meu conhecimento, nenhuma proposição de fundo foi apresentada que faça intervir as “conclusões da inteligência sensório-motora” e que ofereça qualquer esperança de explicação para fenômenos da linguagem que a exigem. Até onde sei, nada transparece de plausível na origem dessa sugestão. Acrescentarei que, se alguns objetaram que a hipótese de uma capacidade de linguagem geneticamente determinada é uma “petição de princípio”, aí está uma afirmação que certamente não se justifica. A hipótese não é mais uma “petição de princípio” no caso das estruturas mentais do que a hipótese análoga no caso do desenvolvimento dos órgãos. As proposições de fundo respeitantes ao caráter dessa capacidade da linguagem são refutáveis se são falsas, suscetíveis se forem verdadeiras. Certas hipóteses foram contestadas e modificadas, com muita freqüência, à luz de pesquisa ulteriores, e estou persuadido de que continuará sendo assim.
(…)

fonte: http://www.ufrgs.br/psicoeduc/piaget/chomsky-para-piaget/

Por que ler a Ética de Spinoza aceleradamente?

Por que é preciso ler a Ética de Spinoza aceleradamente?

4 octobre 2014



Peter Paul Rubens - Saturne dévorant ses enfants, Madrid, Musée du Prado, 1636.
Peter Paul Rubens – Saturne dévorant ses enfants, Madrid, Musée du Prado, 1636.
Por Jean-Clet Martin | Trad.: Rodrigo Lucheta

Por que é preciso ler a “Ética” de Spinoza aceleradamente?
Não podemos ler a Ética com lupa, acentuando o realismo de cada recorte, de cada seção. Isso seria como uma fotografia, aproximada de maneira molecular e por granulações. A Ética é um livro de velocidade. Sua leitura, como na geometria, deve ser veloz, quase instantânea. Isso porque é preciso percorrer a substância, os atributos e os modosem um mesmo impulso, sobre a mesma placa ou no mesmo plano. Desacelerar essa aproximação seria como ouvir um disco arranhado. Não há razão para separar a substância dos modos, mesmo se sua compreensão não é a mesma. Os modos não refletem toda a natureza, sua extensão é finita, limitada e granulosa num certo sentido que é preciso varrer pela velocidade. Pois que é preciso tomar o finito e o infinito em conjunto, na mesma aceleração, como num disco de 78 rotações. Dirão que não se trata da mesma coisa: a natureza, na condição de naturante, estava aí, bem antes que o modo singular que eu encarno, interrogando naquela as ondas, as modulações. Ela, efetivamente, é“aquilo cuja essência envolve a existência”, no ponto em que Spinoza dirá, começando por aí, que essa substância natural é “causa de si”. O que quer dizer que, diferentemente dos modos, a substância não precisa de nada outro que ela mesma para existir e, neste sentido, ela corresponde à definição clássica de Deus. De Deus não sabemos absolutamente falar a não ser que é incriado, tal como a matéria é eterna. Deus, essa função que nos permite nomear a natureza, não está por isto fora da natureza, ela antes é o que nos permite dizer que a natureza é infinita, incriada, etc.
Se por todas essas razões Spinoza inicia pela definição da substância como natureza, nela mesma incriada, isto não quer dizer, entretanto, que seja necessário separar a substância dos acontecimentos que vêm variá-la. É o preço da imanência. Ela implica que não podemos afirmar uma substância antes e modos depois. O finito se distingue do infinito segundo um ponto de vista, de maneira lógica, mas essas distinções não são de maneira alguma reais. As distinções lógicas não determinam ponto, parada, falha na existência que terá, no entanto, inumeráveis entroncamentos (atributos). Seria como se pudéssemos falar da pelagem do tigre considerando que ele possa existir sem suas manchas. Não existe substância sem modos, mesmo que estes últimos não existam por si. Os modos certamente são, cada um, limitados por outros. Veja o horrível quadro de Rubens… Você e eu fomos engendrados. Nós tivemos necessidade de outros modos para existir e estes podem da mesma maneira nos destruir. Isto porque toda natureza, toda substância natural não pode ser considerada como uma existência polida, neutra, sem modos. Ela é imediatamente percorrida por ondas, modulações, dobras que se sucedem a uma velocidade louca. E de uma certa maneira, as únicas coisas que existem verdadeiramente são modos, mais fortemente que os atributos que formam as tendências, as redes. As grandes redes do real não são tomadas em uma espécie de realismo abstrato. É a primeira armadilha que o leitor da Ética deve evitar. É preciso ler o conjunto das definições que abrem o livro I da Ética. Então somos obrigados a partir da consideração do que existe, a saber, dos modos que vêm modular a substância, repicandoe modificando incessantemente o tecido da natureza, como que para proibir todo fim, todo julgamento final.
Coloca-se agora a questão: “o que são os modos” com os quais Spinoza organiza a totalidade das relações na Ética? Os modos são modalidades ou modificações. Eles têm na filosofia de Spinoza o lugar do devir. Pode-se dizer ainda“formas”, maneiras, como em pintura quando a tela trata, mais que de um caractere, de uma maneira. Vocês têm por exemplo Rubens, que pinta A elevação da cruz. Ele a fará colocando em relação um punhado de homens que sustentam o Cristo, agrupados segundo um gesto intenso, um mesmo esforço (diz-se Conatus em latim), esforço sobre-humano que denota um maneirismo especial. Tenho vontade de dizer um Ethos, para fazer manifestar-se o título da Ética, uma escolha que Spinoza não tem o menor interesse de justificar. Esse ethos um pintor deve sempre levar em conta quando realiza um quadro. Talvez mais que o filósofo que navega nas definições e nos rigores da logica.
L'élévation de la croix, par Peter-Paul Rubens - Cathédrale Notre-Dame, Anvers (Belgique).
L’élévation de la croix, par Peter-Paul Rubens – Cathédrale Notre-Dame, Anvers (Belgique).
Por isso retorno a Rubens, ao seu quadro de uma única pátina. Temos aí uma elevação da cruz. Há diversos indivíduos agrupados por uma força comum (esforço), uma combinação que define tal ser relacionado a outros seres por gestos, ideias, um complexo de significações, afecções, etc. No caso de Rubens, os homens estão extenuados, com uma cruz muito pesada a segurar. Mas às vezes, felizmente, mais leve, como tecidos. Sem dúvida os modos vestimentares, eles mesmos, estão também nesta forma de expressão. Mas o que me interessa particularmente nesta palavra é a ideia plástica de modulação que Spinoza chama de “modos”. Sou primeiramente uma modulação da natureza, como uma dobra ou uma onda sobre o mar: um ser muito limitado, finito, progressivamente posto em relação com outros que se devoram, como os quadrados sobre a faixa de uma platina, que se apagam retornando. Mas para quem sabe ver, isto é inteiramente Rubens, que procede por grupos, por matilhas, por agenciamentos larvares.
Então, é verdade, em certos casos isso nos destrói, somos esmagados pela tempestade sem encontrar o modo, o modo de nos furtar. Spinoza é um filósofo que, talvez como Rubens na mesma época, vai investigar como nos inscrevemos nessas relações e como podemos construir outras, associações que possam aumentar nossa potência de agir e de viver, segundo tal ou tal atributo. Os modos, do lado dos corpos, frequentemente se devoram ou, ao contrário, encontrando o estilo que corresponde à sua liberação, elevam-se para a eternidade. Rubens bem compreende, ele também, que na elevação da cruz os indivíduos se juntam para erguê-la, estando o Cristo no cimo desse bando. Nada indica, entretanto, que esse esforço comum possa elevá-los a alguma coisa maior: eles estão como que comprimidos uns contra os outros sem verdadeira solução, o Cristo estando já morto e não prometendo nenhuma eternidade, oscilando sobre a madeira e tomado pela gravidade que lhe rasga as mãos. Mas há outros quadros de Rubens onde essas composições se desenrolam sobre um devir comum, encontrando uma velocidade de rotação apropriada.
Por exemplo, A festa campestre dá a Rubens a ocasião de compor, de modular os indivíduos segundo uma figura superior, uma sarabanda que forma um grupo de alegria cada vez mais irradiante.
La fête champêtre, par Peter-Paul Rubens - Musée du Louvre Musée du Louvre.
La fête champêtre, par Peter-Paul Rubens – Musée du Louvre Musée du Louvre.
Há concerto aí, concertação alcançada, fusão com os elementos do cosmos. Também, quando olhamos esta maneira nova de se juntar, de fazer sarabanda, esta afecção compõe um fio, um encordoamento cuja elevação nos faz tocar uma substância mais ampla que meu corpo, e passar no mundo de um outro modo, nômade, forte, potente, como que gradualmente ouvindo subir um hino à eternidade.  Mas aí nós já entramos, sem perceber, no movimento mais profundo de Spinoza. E um outro pintor vai poder levar adiante a qualificação desse gênero de conhecimento: a transparência de Vermeer, outro contemporâneo de Spinoza. Nos voltamos aqui para um novo plano, aos modos depurados, quase como ideias,  movimentos suavizados – uma óptica do pensamento, uma visão calculada pela lente. Foi neste momento que eu mais me detive no meu Breviário da eternidade, que divisa noções comuns. Elas são comuns a Vermeer e a Spinoza. A sequência Rubens eu abordei no meu Van Gogh, no qual me permito desenvolvê-la; ela toca mais a servidão, o momento da servidão no livro de Spinoza, quando os corpos também se devoram.
Partir dos modos finitos e procurar os atributos segundo os quais eles podem se agrupar para formar uma modulação na substância, uma tal análise me parece constituir o projeto da Ética que, relembro, concerne à salvação. Nela mesma, a palavra “Ética”, que Spinoza não se sente obrigado a justificar, nada mais faz do que nos lembrar essa situação modal. O livro de Spinoza é bem uma Ética e como toda ética ela parte dos modos, dos grupos larvares que Rubens ilustra da melhor maneira possível. Essa situação não podia ser a de Aristóteles quando ele compõe uma Ética a Nicômaco ou ainda uma Ética a Eudemo. Estamos aí diante de um caso, de um éthos ou de um lugar, para retomar o vocabulário da Física. Uma questão de topologia e mesmo de etologia. Mas em casos isolados, que Aristóteles considera ainda sem a velocidade, o movimento de uma leitura hiper-acelerada, puxada por uma geometria que eleva larvas ao plano sideral. Essa topologia dos modos de existência composta é um traço que me parece sobressair da leitura atual de Spinoza na França, notadamente no Deleuze de Mil Platôs.
Jean-Clet Martin

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Fonte: http://intensidadez.unblog.fr/2014/10/04/por-que-e-preciso-ler-a-etica-de-spinoza-aceleradamente/

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Diálogo entre Neo & O Arquiteto : Matrix Reloaded




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Reloaded is filled with information, ideas, and amazing visuals that all have a reason for being there. Some ideas are new, some conflict with information from The Matrix, and some are just confusing as hell. We've seen it a bunch of times (and on IMAX - wow!), and there's still plenty of room for multiple interpretations of what's on the screen. Though these interpretations are still fairly fresh, we wanted to start publishing some of our ideas ASAP. If we wait until we completely understand everything, we'll never get anything done. We'll also share some theories from other fans that we may or may not agree with.

You can skip ahead to a specific topic here:
The Architect | Matrix Within a Matrix? | Reader Theories

For a lot of people one of the most confusing scenes in Reloaded is Neo's discussion with The Architect. Coincidentally, this is probably the most critical scene in the movie. Everything that's come before is put into question by what the Architect says, and everything yet to come in Revolutions will be influenced by his message. Keep in mind that The Architect may be deliberately misleading Neo. We don't buy that. We're assuming he has no reason to mislead Neo, and are taking what he says as truth.

The Matrix Reloaded: The Architect

The Architect is the 'father' of the Matrix. He's an entity from the machine world and he designed the original 'failed' Matrix and the current 'successful' one. The first Matrix failed because it was too perfect. It was a virtual paradise, a utopia for humanity. Unfortunately, humans are not accustomed to living in a perfect world, and the test subjects rejected the simulation because it just wasn't right. The second Matrix he designed more closely resembled the 'real world' of 1999: it was hard, it was dirty, it had death, violence, war, atrocities, and everything else a flawed species would likely create for itself. This one also failed, but for reasons that the Architect couldn't figure out. Another machine program (one created to investigate aspects of the human psyche) stumbled upon the reason for the second failure: a lack of choice. If humans were offered a choice, even one felt at an unconscious level, then over 99% would accept the Matrix and live in the virtual world, unknowingly powering the machines. The remaining percentage would choose the other option, becoming a 'free mind' destined to become part of the human resistance based in Zion.

The Matrix Reloaded: Neo & The Architect

Neo is understandably floored by this revelation. Zion is another level of control by the machines over humanity. It was designed by the machines as a destination for the malcontents that reject the Matrix - a place for them to believe they are free, and deceive them into thinking they have an opportunity to free the world. In fact, the machines have a necessary cycle, one that's been played out five previous times: Zion is built up by those who free themselves from the Matrix, the war intensifies, the One is located, trained, and directed by the prophecy to the Source, the machines destroy Zion, the One picks 23 people to free from the Matrix to begin rebuilding Zion (with no prior knowledge that Zion ever existed), and the cycle begins anew. This is the sixth time this has happened. Neo is the sixth One. The machines have destroyed Zion five times before. This cycle is likely what the movie's title refers to - each time the cycle begins again, the Matrix is reloaded. It's also a necessary evil for the Matrix - until the Architect can achieve 100% acceptance of the Matrix and eliminate the need for the One, this cycle must play out as described or the system will become unstable and crash. ...continued in the second column...


The Architect offers each One a choice: behind door number one is the continued existence of humanity. Behind this door the current version of Zion is destroyed, but the One selects 23 people to build the next version. Humanity lives on in a cycle of controlled futility as the machines allow them their 'rebellion'. Prior Ones were chosen because of their deep connection to humanity - this connection ensures that they choose the door that leads to the continued existence of humanity. The other door leads to continued resistance, which ensures a massive system crash of the Matrix killing everyone in it. Since Zion is about to be destroyed either way, this choice results in the extermination of mankind.

The key difference this time around is that Neo loves Trinity - his connection to fellow humans is there, but its intensity and focus is stronger than any previous One. This leads Neo to an unexpected (by the machines) choice - he doesn't choose the door to 'save' Zion, he chooses the other door and he's the first to do so. In making this choice, all bets are off. Everything changes. This is not a path the machines expect, and it may not be one they are fully prepared for. Ultimately, making this choice to reject the cycle of machine control is likely the one chance humanity actually has to break free of the machines and overthrow their masters.

These revelations throw into question everything we (and Neo) learned in the first movie. The prophecy isn't true: the One is not meant to free mankind, just to further ensure their servitude to the machines. This will have a profound impact on Morpheus, as his whole existence is based on the prophecy. His entire purpose is to find and train the One. We'll have to see how he handles it in Revolutions.

The Matrix Reloaded: The Architect's Monitors

Also, it's very likely that the path of the One is meant to end with him/her becoming the beginning of the prophecy in each version of the Matrix. The end IS the beginning. Consider what Morpheus tells Neo in the first Matrix: "When the Matrix was first built there was a man born inside that had the ability to change what he wanted, to remake the Matrix as he saw fit. It was this man who freed the first of us and taught us the truth - When he died, the Oracle prophesied his return and envisioned that his coming would hail the destruction of the Matrix." It seems likely that this "man born inside" is simply the previous One, fulfilling his last duty to the cycle, before it begins anew.

Some side notes regarding The Architect: his wall of video monitors actually appears briefly in the first movie! Immediately after Neo is apprehended at MetaCorTechs, and before he is interrogated by Agent Smith, the camera slowly zooms in on several video monitors showing Neo sitting in the interrogation room. The Architect was watching Neo even before he was awakened by Morpheus and his crew. Also, I believe the encounter with The Architect, or the close proximity to the Source, produced a change in Neo - I believe this encounter is responsible for Neo's newfound ability in the 'real world' when he stops the sentinels near the end of Reloaded. But not all believe as I do... The End of this section

http://www.thematrix101.com/reloaded/meaning.php
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Matrix Confused

Entenda melhor o filme
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Não se sinta mal se você foi assistir a Matrix reloaded e saiu confuso ou sem entender bulhufas do filme. O diálogo entre Neo e o Arquiteto (leia aqui na íntegra), por exemplo, é rebuscado e as legendas não fazem justiça ao que é dito na língua original. Portanto, muita coisa se perde.
Eu, o Jovem Nerd [N.do E. - dono de um dos blogs mais divertidos da net brasileira], um leitor fanático de ficção-científica, após muitas discussões com os amigos e leituras atentas da transcrição do diálogo, proponho uma análise, não da filosofia, mas do que representam estas revelações para a trama da saga de Matrix. Ressalto que esse arrazoado é apenas uma possibilidade e se baseia em minhas opiniões sobre o filme. Deve-se admitir a eventualidade de que, em Matrix revolutions, algumas destas informações venham a ser desmentidas ou que outras verdades sejam acrescentadas ao enredo.
O Arquiteto é humano?
Parece uma pergunta idiota, mas, ao contrário do que foi publicado em uma coluna na Folha de São Paulo, o Arquiteto não é humano. A meu ver, isso fica claro quando ele define Neo como um humano e diz ao escolhido que redesenhou a Matrix com base na história de vocês para refletir com maior precisão as variações grotescas de sua natureza.
Neste momento, ele se coloca fora do grupo que define como a humanidade. Quem é o Arquiteto? Certamente, aos olhos da Matrix, ele é Deus, o pai, o criador. No entanto, em relação ao mundo real, pode não passar uma consciência digital, criada para governar o universo virtual.
Então, o Neo também é um programa?
Não. Algumas pessoas chegaram a levantar esta hipótese, mas ela não me parece muito factível. O Arquiteto diz no início da conversa: Você tem muitas perguntas, e embora o processo tenha alterado sua consciência, você continua irrevogavelmente humano.
Ao dizer que o processo alterou sua consciência, ele se refere à iluminação de Neo, quando ele descobriu seus poderes e a maneira de enxergar a Matrix, mas sem deixar de ser um humano.
Isso, todavia, não é só. Neo é especial? Sim.
Sua vida é a soma do saldo de uma equação desequilibrada inerente à programação da Matrix. Você é o desenlace de uma anomalia, que, a despeito de meus mais sinceros esforços, fui incapaz de eliminar daquela, caso eu fosse capaz, seria uma harmonia de precisão matemática.
Esta afirmação confundiu muita gente. Ao se referir a Neo como um erro no sistema, algo na sua programação que tomou consciência e lhe arrumou problema, o Arquiteto sugere que ele seria um programa. Não me parece o caso. O Arquiteto, que é o programa criador, descreveu Neo como o vê. Seu universo se limita ao sistema da Matrix e, para ele, Neo é uma força consciente da humanidade, trata-se de um bug, algo que nem ele consegue decifrar ou apagar. Uma anomalia. Complicado? Calma que mais tarde eu volto a essa questão.
Quem é a Oráculo?
O Arquiteto afirma (assim como o Agente Smith no primeiro filme) que uma primeira versão da Matrix representava um mundo perfeito, mas que não funcionou.
Um triunfo equiparado apenas ao seu fracasso monumental. A inevitabilidade de sua ruína é tão evidente para mim agora quanto é uma conseqüência da imperfeição inerente a todo ser humano.
Então, criou outra Matrix, baseada na história da humanidade, mas esta também foi um desastre. Daí, concluiu que não estava entendendo como fazer o sistema funcionar com os seres humanos. Levando-se em consideração o que Smith diz no primeiro filme, podemos crer que, em certo ponto, as pessoas conectadas rejeitavam o mundo virtual e começavam a despertar.
O Arquiteto justifica sua frustração: [Eu] compreendi que a resposta me escapava, porque ela necessitava de uma mente inferior, ou talvez uma mente menos afeita aos parâmetros da perfeição.
Então, um programa intuitivo inicialmente criado para investigar aspectos da mente humana, encontrou por acaso a resposta. A solução encontrada funcionou para quase todas das pessoas e projetou a Matrix como ela é hoje, um sistema de controle quase perfeito.
Este tal programa intuitivo, nós conhecemos como Oráculo.
Como assim, esta é a sexta versão da Matrix?!
Na verdade, existiram outras, mas a ‘Matrix Utópica’ e a primeira versão dela, baseada na história humana não contam pelo que o Arquiteto diz: A Matrix é mais velha do que você imagina. Eu prefiro contar a partir do surgimento de uma anomalia integral para a seguinte. Neste caso, esta é a sexta versão.
Ou seja, ele só conta a partir da primeira Matrix que realmente funcionou, que, por conseqüência, trouxe o surgimento da anomalia Neo. Há houve seis. Isso sugere que assim como houve cinco Matrixes anteriores, também houve cinco Neos. Reparem que os Neos nas televisões na parede algumas vezes têm reações diversas à conversa. Talvez sejam as versões anteriores, no momento equivalente, reforçando a idéia de um ciclo.
Morpheus discursa em Zion que os humanos estão há 100 anos em guerra incessante com as máquinas. Podemos supor, então, que há 100 anos, o ciclo recomeçou, na forma da sexta versão da Matrix. Fazendo uma projeção rudimentar, podemos imaginar que a humanidade está há 600 anos ou mais presa em um ciclo de destruição e renascimento.
Então, Zion sempre é destruída e reconstruída? Por quê?
Sim. O Arquiteto ressalta que quando tentava controlar totalmente a humanidade, fracassava. Então, apenas depois que lhe deu o livre arbítrio, a Matrix serviu seu propósito.
Como eu dizia, ela [Oráculo] se deparou por acaso com uma solução por meio da qual quase 99,9% de todas as cobaias aceitavam o programa, contanto que lhes fosse dada uma escolha, mesmo que só estivessem cientes dela em um nível quase inconsciente. Embora esta resposta funcionasse, ela era óbvia e fundamentalmente defeituosa, criando, assim, a anomalia sistêmica contraditória, a qual, sem vigilância, poderia ameaçar o próprio sistema. Por conseguinte, aqueles que recusavam o programa, ainda que uma minoria, se não vigiados, constituiriam uma probabilidade crescente de catástrofe.
Para que a humanidade fosse enganada pelo sistema, era necessário que lhe fosse dada a liberdade de escolha, ainda que esta fosse a de lutar contra o próprio sistema (em outro exemplo: ‘assim como Deus deu a liberdade ao Homem de até duvidar Dele.’).
Como o Arquiteto disse anteriormente, essa era ao mesmo tempo a solução e a falha fundamental do sistema. A única maneira de combater esta falha era controlar o quanto fosse possível a crescente descrença no sistema, e quando ela representasse perigo (com o surgimento de Neo), destruir tudo e começar do zero.
Ou seja, quando a Matrix está mais infectada com esses ‘vírus’, é hora de formatar o HD e instalar tudo de novo.
E quanto à escolha de Neo entre as duas portas?
Segundo o Arquiteto, ele não consegue destruir Neo. E mesmo se pudesse não o faria, pois a existência dele é necessária para que o sistema funcione. A única maneira que encontrou de derrotá-lo foi confrontá-lo com um dilema que, ao mesmo tempo, era um grande risco à sua própria existência.
Sempre que Neo corria para o Mainframe a fim de derrotar a Matrix naquele momento único, se deparava com o Arquiteto e com a escolha em questão. A armadilha era essa: Zion não tem escapatória. Vai ser destruída de qualquer maneira, assim como foi cinco vezes antes. O propósito do Predestinado seria o de entrar na fonte e temporariamente disseminar o código que ele carrega, com todas as suas experiências, a fim de alimentar a Matrix e prepará-la para sua próxima versão. Neste momento ele seria obrigado a escolher 23 indivíduos, 16 mulheres e 7 homens para serem desplugados da Matrix e reconstruir Zion. Se não cumprisse isso, resultaria em uma falha catastrófica de sistema que mataria todos os plugados na Matrix, e como Zion vai ser destruída, resultaria na extinção completa da raça humana.
Uma bela chantagem.
Eis a armadilha. Ou Neo concordava em reiniciar o ciclo ou adeus à humanidade. Neo ainda tenta confrontá-lo com a verdade de que as máquinas precisam dos humanos para sobreviver, mas o Arquiteto não se abala dizendo: Há níveis de sobrevivência que estamos preparados para aceitar. Isso o deixa mais uma vez sem escolha.
Quer confirmar isso com o primeiro filme? Lembra quando Morpheus disse a Neo que existia alguém que podia remodelar a Matrix como quisesse? Que foi quem libertou o primeiro deles? Que seu retorno poria um fim à Matrix? O Arquiteto confirma esta verdade: O que nos traz finalmente ao momento da verdade, em que a falha fundamental é definitivamente expressa e a anomalia revela ser tanto o começo quanto o fim.
A Matrix começa e termina com Neo.
A profecia é uma mentira? Neo não é escolhido? A Oráculo é um inimigo?
É precipitado afirmar essas coisas. Sem dúvida, o propósito inicial da Oráculo foi o de criar um sistema de controle eficiente para escravizar a humanidade. E apesar da profecia ter sido colocada em dúvida, já que todo o caminho de Neo é manipulado para que ele aja como o início e fim da Matrix, não vamos esquecer de que a Oráculo diz que ele a fez uma crente. E que, desta vez, Neo sente algo que seus predecessores não sentiram: Amor.
É possível que a Oráculo realmente tenha desenvolvido uma conexão forte com a humanidade. Afinal, ela foi o único programa que entendeu a mente humana. Apesar de ter terminado como uma personagem dúbia, acredito que ainda esteja do nosso lado.
E embora pareça que a profecia não passa de uma maneira de enganar Neo, quando analisada por outro ângulo, pode ser uma maneira de encorajá-lo a enfrentar seu destino. Afinal, cabe a ele tomar a última decisão: recomeçar o ciclo ou rompê-lo. É o que ele faz no fim do filme ao escolher salvar Trinity.
Ao romper o ciclo, Neo não condenou a humanidade à extinção?
Pelas regras estabelecidas pelo Arquiteto, sim, pois, ao escolher Trinity, deixou de ir à fonte da Matrix e escolher os 23 indivíduos para recomeçar a reconstrução. Lembre-se de que, se isso não fosse feito, a Matrix estava programada para falhar e matar todos os plugados. E, como Zion está prestes a ser erradicada, parece que é o fim mesmo.
As respostas para este confuso e ao mesmo tempo brilhante estratagema só teremos no terceiro filme. Como a humanidade vai se safar dessa? Qual é a participação do Agente Smith ‘encarnado’? Por que Neo apresentou poderes no mundo real?
Seis meses nos separam destas respostas. Conselho meu: não vejamtrailers. Vamos ao cinema no completo escuro que vai ser muito mais emocionante.
Acesse O Jovem Nerd em www.jovemnerd.com.br
https://omelete.uol.com.br/filmes/artigo/matrix-confused-entenda-melhor-o-filme/


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01:50:27,305 --> 01:50:30,541
- Olá, Neo.
- Quem é você?

896
01:50:30,892 --> 01:50:36,838
Sou o Arquiteto. Eu criei a
Matrix. Estava à sua espera.

897
01:50:37,356 --> 01:50:41,258
Você tem muitas perguntas, e,
embora com a consciência alterada...

898
01:50:41,317 --> 01:50:45,888
continua irremediavelmente humano:
entenderá algumas respostas...

899
01:50:45,946 --> 01:50:51,809
e não entenderá outras. E a primeira
pergunta é até a mais pertinente...

900
01:50:51,868 --> 01:50:55,521
mas, quer você se dê conta, quer
não, é também a mais irrelevante.

901
01:50:56,455 --> 01:50:59,900
- Por que estou aqui?
- Sua vida é o resultado...

902
01:50:59,958 --> 01:51:04,570
de uma equação irregular
inerente à programação da Matrix.

903
01:51:04,962 --> 01:51:09,242
Você é a eventualidade da anomalia
que, por mais que eu me esforce...

904
01:51:09,300 --> 01:51:15,705
não consigo eliminar da restante
harmonia de precisão matemática.

905
01:51:17,182 --> 01:51:20,668
Embora tal fardo seja assiduamente
evitado, não é inesperado...

906
01:51:20,726 --> 01:51:24,171
e, portanto, não está livre
de um certo controle...

907
01:51:24,230 --> 01:51:27,841
e isso levou você inexoravelmente...

908
01:51:29,025 --> 01:51:32,303
...até aqui.
- Não respondeu à minha pergunta.

909
01:51:32,696 --> 01:51:38,350
É verdade. Interessante. Foi
mais rápido do que os outros.

910
01:51:38,409 --> 01:51:41,102
<i>Outros? Quantos outros? Responda logo.</i>

911
01:51:41,452 --> 01:51:44,147
A Matrix é mais antiga
do que você pensa.

912
01:51:44,205 --> 01:51:48,483
Prefiro contar o número de
anomalias integrais que surgem.

913
01:51:48,542 --> 01:51:53,655
<i>- Nesse caso, esta é a sexta versão.
- Cinco antes de mim?</i>

914
01:51:53,714 --> 01:51:56,866
<i>Só há duas explicações possíveis.
Houve cinco antes de mim.</i>

915
01:51:56,924 --> 01:51:59,118
...ninguém me contou isso...

916
01:51:59,635 --> 01:52:03,079
...ou ninguém sabe.
- Exatamente.

917
01:52:03,763 --> 01:52:07,250
Como deve estar começando a
entender, a anomalia é sistêmica...

918
01:52:07,308 --> 01:52:10,503
criando flutuações até
nas equações mais simples.

919
01:52:10,561 --> 01:52:14,464
<i>Você não me controla!
Vou acabar com você!</i>

920
01:52:14,523 --> 01:52:18,634
<i>Vou matar você! Não pode
me obrigar a fazer nada!</i>

921
01:52:21,571 --> 01:52:24,974
Escolha. O problema é a escolha.

922
01:52:47,260 --> 01:52:51,163
A primeira Matrix que criei era, é
claro, perfeita, uma obra de arte.

923
01:52:51,221 --> 01:52:53,165
Impecável, sublime.

924
01:52:53,223 --> 01:52:56,542
Um triunfo igualado apenas
por seu monumental fracasso.

925
01:52:57,352 --> 01:53:00,296
A inevitabilidade do fim
agora me parece conseqüência...

926
01:53:00,355 --> 01:53:03,381
da imperfeição inerente
a todo ser humano.

927
01:53:03,440 --> 01:53:06,593
Assim, eu a reconstruí,
baseado na História de vocês...

928
01:53:06,652 --> 01:53:10,430
para que refletisse as várias
monstruosidades da natureza humana.

929
01:53:11,280 --> 01:53:14,892
No entanto, o fracasso frustrou
mais uma vez meus esforços.

930
01:53:16,702 --> 01:53:21,439
Acabei entendendo que a tão buscada
solução requeria uma mente menor...

931
01:53:21,498 --> 01:53:26,652
ou talvez uma mente menos presa
aos parâmetros da perfeição.

932
01:53:27,836 --> 01:53:30,572
Assim, a solução foi descoberta
acidentalmente por outro...

933
01:53:30,631 --> 01:53:32,157
um programa intuitivo...

934
01:53:32,883 --> 01:53:37,161
cujo objetivo inicial era investigar
certos aspectos da psiquê humana.

935
01:53:37,637 --> 01:53:43,250
Se eu sou o pai da Matrix,
ela, sem dúvida, é a mãe.

936
01:53:43,892 --> 01:53:47,129
- O Oráculo.
- Por favor.

937
01:53:47,187 --> 01:53:52,383
<i>A solução que ela achou fazia 99%%
das cobaias aceitarem o programa...</i>

938
01:53:52,441 --> 01:53:55,719
contanto que tivessem escolha, ainda
que só percebendo essa escolha...

939
01:53:55,777 --> 01:53:58,513
no nível subconsciente.

940
01:53:58,571 --> 01:54:01,891
Embora funcionasse, havia,
obviamente, uma falha fundamental...

941
01:54:01,950 --> 01:54:06,270
que criava a contraditória
anomalia sistêmica...

942
01:54:06,328 --> 01:54:08,814
que, quando não controlada,
ameaçava o próprio sistema.

943
01:54:09,289 --> 01:54:13,568
Então, sem controle, os que recusam
o programa, embora em minoria...

944
01:54:13,626 --> 01:54:17,905
constituem uma probabilidade
crescente de desastre.

945
01:54:17,964 --> 01:54:19,614
Está falando de Zion.

946
01:54:20,007 --> 01:54:23,910
Você está aqui porque Zion
está para ser destruída...

947
01:54:23,969 --> 01:54:28,247
cada habitante seu exterminado,
toda a sua existência erradicada.

948
01:54:28,472 --> 01:54:29,623
<i>- Besteira.
- Besteira.</i>

949
01:54:29,682 --> 01:54:33,210
A negação é a mais previsível
das reações humanas...

950
01:54:33,269 --> 01:54:35,920
mas pode ter certeza...

951
01:54:35,979 --> 01:54:40,008
esta será a sexta vez
que a destruímos...

952
01:54:40,066 --> 01:54:43,802
e já nos tornamos
bastante eficientes nisso.

953
01:54:56,538 --> 01:54:59,774
A função do Escolhido,
agora, é voltar à Fonte...

954
01:54:59,833 --> 01:55:04,487
disseminar parte de sua programação
e reinserir o programa original.

955
01:55:05,171 --> 01:55:09,283
Depois disso, você terá de
escolher na Matrix 23 indivíduos...

956
01:55:09,342 --> 01:55:12,535
16 fêmeas e 7 machos,
para reconstruir Zion.

957
01:55:12,677 --> 01:55:17,499
Uma falha nesse processo resultará
na cataclísmica queda do sistema...

958
01:55:17,557 --> 01:55:22,294
que matará todos que estão ligados
à Matrix. Com Zion já dizimada...

959
01:55:22,353 --> 01:55:26,839
isso resultaria na extinção
de toda a raça humana.

960
01:55:27,273 --> 01:55:31,260
Vocês não deixarão isso acontecer.
Precisam dela para sobreviver.

961
01:55:32,153 --> 01:55:36,139
Há formas de sobrevivência que
estamos preparadas a aceitar...

962
01:55:36,198 --> 01:55:39,267
mas a questão relevante é se
você está preparado a aceitar...

963
01:55:39,326 --> 01:55:42,436
a responsabilidade pela morte de
todos os seres humanos do mundo.

964
01:55:48,959 --> 01:55:51,444
É interessante ler suas reações.

965
01:55:52,545 --> 01:55:56,448
Seus antecessores, intencionalmente,
foram baseados no mesmo predicado:

966
01:55:56,507 --> 01:56:01,161
uma afirmação contingente destinada
a criar uma profunda ligação...

967
01:56:01,220 --> 01:56:04,747
com o resto da sua espécie,
facilitando a função do Escolhido.

968
01:56:04,806 --> 01:56:07,625
Os outros sentiam isso
de forma bem generalizada.

969
01:56:07,684 --> 01:56:13,547
A forma que você sente é bem mais
específica. Estou falando do amor.

970
01:56:14,523 --> 01:56:16,091
Trinity.

971
01:56:18,609 --> 01:56:22,805
A propósito, ela entrou na Matrix
para salvar você e pagar com a vida.

972
01:56:23,531 --> 01:56:25,057
Não.

973
01:56:25,116 --> 01:56:27,725
O que nos traz, finalmente,
ao momento da verdade...

974
01:56:27,784 --> 01:56:31,062
em que a falha fundamental
é definitivamente exposta...

975
01:56:31,121 --> 01:56:36,442
e a anomalia é revelada
como início e fim.

976
01:56:36,792 --> 01:56:41,696
Temos duas portas. A da sua direita
leva à Fonte e à salvação de Zion.

977
01:56:42,422 --> 01:56:48,202
A da sua esquerda leva à Matrix, à
mulher e à extinção de sua espécie.

978
01:56:48,844 --> 01:56:51,621
Como você bem disse,
o problema é a escolha.

979
01:56:53,432 --> 01:56:57,042
Mas já sabemos o que
você vai fazer, não?

980
01:56:57,101 --> 01:56:59,003
Já posso ver a reação em cadeia...

981
01:56:59,603 --> 01:57:03,549
os precursores químicos que marcam
o surgimento de uma emoção...

982
01:57:03,607 --> 01:57:06,426
criada especificamente para
esmagar a lógica e a razão...

983
01:57:06,818 --> 01:57:11,597
uma emoção que já está cegando você
para a simples e óbvia realidade...

984
01:57:11,655 --> 01:57:16,310
de que ela vai morrer e você
nada pode fazer para impedir.

985
01:57:22,999 --> 01:57:26,319
Esperança. É a ilusão
humana quintessencial...

986
01:57:26,376 --> 01:57:30,989
simultaneamente a fonte de sua
maior força e de sua maior fraqueza.

987
01:57:31,465 --> 01:57:35,409
No seu lugar, eu torceria para
que não nos encontremos de novo.

988
01:57:35,843 --> 01:57:37,036
Não nos encontraremos.